Trump corteja evangélicos e diz que cristianismo está ‘sob assédio’

(AFP)

O pré-candidato à Presidência pelo Partido Republicano Donald Trump se declarou protector dos cristãos, assediados em um discurso pronunciado nesta segunda-feira para mais de 11 mil pessoas, buscando o apoio dos evangélicos a duas semanas das primárias.

Mais conhecido por seu lado mulherengo, seu estilo de vida extravagante e pela retórica incendiária mais do que por seu lado piedoso, Trump falou na universidade privada Liberty, na Virgínia (sudeste), em meio às ameaças de protesto estudantis.

O magnata do sector imobiliário, de 69 anos, encontrou uma plateia receptiva em uma universidade considerada um reduto evangélico e parada obrigatória dos conservadores, de Ronald Reagan, em 1980, a Ted Cruz, seu principal adversário nas primárias, filho de um pastor evangélico cubano.

“Temos nos dado muito bem com os evangélicos. Os evangélicos têm sido maravilhosos”, disse Trump à multidão.

“Vamos proteger o cristianismo. Se você olhar o que está acontecendo em todo o mundo… Se olhar para a Síria, onde, se você é cristão, tem a cabeça cortada”, e acrescentou: “você olha para lugares diferentes, e o cristianismo está sob assédio”.

“Eu sou protestante. Tenho muito orgulho disso. Presbiteriano para ser exacto, e tenho muito, muito orgulho disso”, acrescentou.

Historicamente, os eleitores evangélicos apoiam candidatos que se mostram conservadores em questões sociais, um ponto fraco de Trump.

Segundo as pesquisas de opinião, dois terços dos evangélicos republicanos indicam que a posição do candidato sobre o aborto é o ponto mais importante na hora de tomar uma decisão eleitoral.

E Trump, que durante toda sua vida política tem sido independente, passou recentemente a defender a posição antiaborto, dominante no eleitorado cristão-evangélico. (AFP)

 

 

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