Terceiro dia de greve de professores em São Tomé e Príncipe

(UNESCO)

O Sindicato de professores e educadores de infância são-tomenses iniciam na terça-feira, 26 de Janeiro, uma greve geral por tempo indeterminado que está a afectar a quase totalidade das escolas no arquipélago.

Neste terceiro dia de greve dos professores e educadores a adesão continua a rondar os 100%.

O Governo são-tomense acusou o sindicato dos professores de não facilitar as negociações e de ter, por isso, optado por prolongar a duração da greve por tempo indeterminado.

Num comunicado o executivo de Patrice Trovoada descreve as reivindicações apresentadas e descreve que o orçamento geral do Estado para 2016 não pode suportar um aumento salarial de 50%.

Com o sistema nacional de ensino paralisado há três dias, o Governo lamenta a situação atribuindo responsabilidades ao sindicato dos professores e mostra estar disponível para continuar a negociar.

O secretário-geral do sindicato dos professores, Gastão Ferreira, desmente a acusação do governo quanto à ruptura de negociações e afirma que a classe pede aumento em torno dos 30 e não 50%, como afirma o comunicado do governo.

“Nós tivemos uma negociação com o ministro da presidência do conselho de ministros e durante a negociação o ministro disse-nos que não pode tomar nenhuma decisão porque tinha de consultar o primeiro-ministro sobre as nossas preocupações”, descrever o secretário-geral do sindicato dos professores. (RFI)

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