RCA: 20 candidatos contestam processo eleitoral

(AFP)

Na República Centro-Africana (RCA) vive-se um novo momento de contestação depois do processo eleitoral iniciado a 15 de Dezembro com um referendo constitucional, ao qual se seguiu a primeira volta das eleições legislativas e presidenciais de 30 de Dezembro.

O processo eleitoral levou algum tempo a ser retomado depois destas eleições terem sido adiadas por várias vezes; por motivos logísticos ou por questões de segurança. Esta vez, são os candidatos que põem em causa o escrutínio eleitoral.

Paulatinamente, começam a ser conhecidos os resultados parciais para as eleições legislativas e presidenciais na RCA que dão vantagem mínima ao candidato independente Faustin Archange Touadéra sobre os seus rivais.

Por enquanto, estas estimativas baseiam-se na contagem de 64% de resultados em Bangui, na capital centro-africana.

Cerca de 20 candidatos juntaram-se para contestar a primeira volta das eleições presidenciais e legislativas por julgarem que estas não são credível. Os candidatos querem travar o processo eleitoral por questões de “falhas logísticas, problemas de fraudes e irregularidades” que ditam a veracidade do escrutínio.

“Relativamente às eleições, houve problemas, encontrámos pessoas com 200 cartas de eleitores ou com urnas; houve quem comprasse a consciência desta pessoas ao dar-lhes 5000 francos para votarem num determinado candidato. Isto retira, efectivamente, credibilidade a este acto eleitoral”, descreveu Theodore Kapou, um dos candidatos.

Contactado pela RFI, o Presidente da Autoridade Nacional de Eleições (ANE), Julius Ngouade Baba, mostrou-se surpreendido pelo pedido dos cerca de 20 candidatos, uma vez que “nós (ANE) associámos todos os partidos políticos ao processo. Chegaram até mesmo a assinar um código de boa conduta. É preciso que esses recursos passem por vias legais”, afirmou Julius Ngouade Baba.

Mais de dois milhões de eleitores foram às urnas para elegerem um novo presidente e respectivo Governo e pôr fim à transição iniciada em 2013, após a queda do regime de François Bozizé. (RFI)

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