Primeiro-ministro israelita acusa secretário-geral da ONU de ‘encorajar o terrorismo’

(AFP)

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, acusou nesta terça-feira o secretário-geral da ONU de “incentivar o terrorismo” depois que Ban Ki-moon criticou a ocupação israelita dos territórios ocupados palestinianos.

“Os comentários do secretário-geral da ONU incentivam o terrorismo”, afirmou Netanyahu em um comunicado. “Não há justificativa para o terrorismo. Os assassinos palestinianos não querem construir um Estado, querem destruir um Estado”, ressaltou o primeiro-ministro.

Mais cedo nesta terça-feira, ao falar perante o Conselho de Segurança, Ban Ki-moon criticou duramente a continuidade da colonização israelita na Cisjordânia ocupada e pediu para congelar a construção de assentamentos.

Ban disse estar “profundamente preocupado” com os novos projectos israelitas de construção de residências na Cisjordânia, qualificando-os de “iniciativas provocatórias”.

O secretário-geral da ONU considerou que a “frustração palestiniana aumenta sob o peso de meio século de ocupação e da paralisia do processo de paz”.

Está “na natureza humana reagir à ocupação” que costuma gerar “ódio e extremismo”, acrescentou.

A violência desde o começo de outubro deixou 159 palestinianos e 25 israelitas mortos, assim como um americano e um eritreu, segundo contagem da AFP.

A maioria das mortes de palestinianos neste período ocorreram em ataques de israelitas, outros foram mortos por forças israelitas durante protestos ou confrontos.

Ban condenou os ataques palestinianos, mas sustentou que a continuidade dos assentamentos israelitas “é uma afronta para a população palestiniana e a comunidade internacional (…) e traz dúvidas básicas sobre o compromisso de Israel com uma solução de dois Estados”: Israel e um Estado palestino. (AFP)

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