Presidente francês visitou este domingo mesquita de Paris

Presidente francês François Hollande durante as cerimónias (9 de janeiro de 2016) de colocação duma placa no local de Montrouge, em homenagem ao assassínio da agente policial Clarissa Jean-Philippe. (AFP/Michel Euler)

O chefe de estado francês, François Hollande, fez este domingo, 10 Janeiro, uma visita surpresa à grande mesquita de Paris, no quadro das cerimónias às vítimas dos atentados de Novembro e Janeiro de 2015 e num espírito de fraternidade e concórdia.

O Presidente francês, François Hollande, visitou este domingo de manhã, 10 de janeiro, a grande Mesquita de Paris, cujo Reitor é Dalil Boubakeur, médico e formado, também, em estudos islâmicos e cujo pai já havia dirigido a mesma mesquita.

A visita surpresa do chefe de estado francês, François Hollande, vem na continuidade das cerimónias de homenagem às vítimas de de Novembro e início de Janeiro de 2015, com ele a inaugurar uma placa em memória da agente policial, Clarissa Jean-Philippe, assassinada pelo jihadista, Coulibaly, em Montrouge.

Cerimónias que continuaram ontem à noite, com o seu primeiro-ministro, Manuel Valls, a presidir cerimónias no centro-talho de carne cosher judeu, na Porta de Vincennes, em Paris, onde o mesmo Coulibaly, assassinou 4 outras pessoas de origem judaica, um dia depois de ter abatido a agente da polícia, em Montrouge.

Com a deslocação desta manhã de 10 de Janeiro à grande Mesquita de Paris, o Presidente François Hollande, quis transmitir uma mensagem de “convivialidade e de fraternidade”, segundo declarou um porta-voz da presidência francesa no Eliseu.

O chefe de estado, Hollande, foi recebido pelo reitor da mesquita, Dalil Boubakeur e o Presidente do Conselho francês do culto muçulmano, Anouar Kbibech, e explicou aos religiosos muçulmanos “o sentido que os organizadores quiseram dar a estas jornadas de portas abertas.”

O presidente francês esteve acompanhado do seu ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, que tradicionalmente, ocupa as funções de ministro dos Cultos.

Durante esta visita houve o ritual do “chá da fraternidade” em defesa de da concórdia, organizado pelo Conselho francês do culto muçulmano, um ano depois dos atentados jihadistas de 8, 9 e 10 de Janeiro, contra o jornal satírico Charlie Hebdo, o assassínio da agente policial de Montrouge e o centro-talho de cosher judeu, da Porta de Vincennes em Paris. (RFI)

por João Matos

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