“Os meus adversários são os problemas dos portugueses”

(DR)

Marcelo Rebelo de Sousa rejeita as críticas de quem o acusa de se servir da notoriedade pública conseguida ao longo dos anos como comentador político.

Entre as várias críticas que são dirigidas a Marcelo Rebelo de Sousa, os gastos na sua campanha, mesmo sendo baixos, são alvos dos seus opositores. É o candidato mais poupado e diz que gostaria de ser ainda mais, “mas 157 mil euros é realmente muito diferente daquilo a que estávamos habituados”. Até porque, acrescenta, “as personalidades com maior notoriedade – como Mário Soares, Freitas do Amaral, Cavaco Silva, Jorge Sampaio – não deixaram de fazer campanhas muito caras e sofisticadas”.

Quando dizem que o comentário televisivo lhe facilitou a exposição política, o professor lembra que as pessoas “se esquecem, por exemplo, de que a notoriedade televisiva existiu lá fora, em França, na América, nos sítios onde há sufrágio direto e universal, até com analistas e comentadores políticos, e depois não tiveram sucesso eleitoral”.

Feita a defesa, surgem as críticas, que não tardam em aparecer quando a editoria do Diário de Notícias o confronta com os restantes candidatos, entre os quais não enumera um “verdadeiro adversário”, porque estes “são os problemas dos portugueses”.

Outro dos temas abordados foi a visita de Marcelo Rebelo de Sousa ao Hospital de São José, dias depois da morte do jovem por falta de assistência médica ao fim de semana. Os restantes candidatos classificaram a atitude como “aproveitamento político”, mas Marcelo diz que a intenção foi “colocar o acento tónico” na “aposta e garantia que é o Serviço Nacional de Saúde, e isso foi menos tratado”.

“Foi tratado mais a questão de haver ou não cortes. Em segundo lugar, pus também o acento tónico na responsabilidade: não pode a culpa morrer solteira mesmo que seja em termos organizativos”, frisa.

Se a “hiperatividade” pela qual é conhecido irá ou não interferir com as matérias de governação, o ex-comentador lembra que “há coisas que já se viu que dão mau resultado” e que é preciso “sensatez e prudência” para que os erros não se repitam, especialmente “numa altura em que têm todos de remar no mesmo sentido para ver se saímos da crise”.

“O Presidente ser contrapoder dá mau resultado”, sintetiza. (Noticias ao Minuto)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA