Opaq acredita em exposição de sírios a gás sarin

(AFP)

Uma missão de especialistas em armas químicas considerou que a população na Síria pode ter sido, mais uma vez, exposta a gás sarin, ou a “uma substância similar” – de acordo com um relatório publicado nesta segunda-feira.

O informe da missão na Síria da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) foi entregue ao Conselho de Segurança da ONU em 29 de Dezembro.

A equipe da Opaq investigou 11 episódios de uso de produtos químicos relatados pelo governo sírio, mas o documento não especifica onde, nem quando ocorreram.

“As pessoas afectadas podem ter estado expostas a uma certa substância irritante não persistente”, mas os investigadores “não encontraram provas que esclareçam a natureza específica dessa exposição, ou sua fonte”.

Em um dos casos, afirma o texto, “a análise de amostras de sangue indica que as pessoas foram expostas em um dado momento ao sarin, ou a uma substância similar a esse gás”.

A Opaq estimou “que outra investigação é necessária” para esclarecer os incidentes.

Ao fazer um balanço do programa de eliminação de armas químicas na Síria, a organização informou que 99,6% do arsenal declarado por Damasco foi destruído.

Em relação à infraestrutura de produção dessas armas, os investigadores da Opaq e da ONU “verificaram a destruição de 11 das 12 instalações” restantes, completou o documento, abordando o período que vai de 24 de novembro a 21 de Dezembro.

A Opaq confirmou, em 6 de Novembro, que o gás mostarda foi utilizado em Agosto, e o gás cloro, em Março, mas não apontou os responsáveis.

Depois de um massacre com armas químicas perto de Damasco em Agosto de 2013, a Síria aceitou declarar e entregar o seu arsenal químico, no marco de um acordo supervisionado pela Opaq. (AFP)

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