ONU não está preparada para possível intervenção no Burundi

(Foto: AFP/Simon Maina)

O responsável das operações para manter a paz no Burundi, Hervé Ladsous, alertou para o perigo de genocídio no país – num relatório entregue ao Conselho de segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), datado de 6 de Janeiro.

Hervé Ladsous evoca, segundo a nossa correspondente da RFI em Nova Iorque Marie Bourreau, três cenários para a situação política e social muito frágil no Burundi.

As violências esporádicas, o risco de Guerra Civil e um genocídio. Estes são os três cenários que o responsável pelas operações de manutenção de paz no Burundi mencionou num relatório enviado ao Conselho de segurança da ONU.

No documento, Hervé Ladsous, prevê ainda o aumento de violências no Burundi que se poderá traduzir em genocídio. Segundo este responsável, caso o genocídio aconteça, as Nações Unidas não estarão preparadas para reagir.

A situação política e social está a deteriorar-se afirmou Hervés Ladsous “os meses de Novembro e Dezembro, viram um aumento significativo de violências e assassínios”.

O Chefe de missão da ONU pediu ao Conselho de segurança para prever um plano afim de preparar o exército do Burundi para fazer face a actos violentos, caso se intensifiquem.

Jornalista Esdras Ndikumana, correspondente da RFI recebe prémio

Ainda no Burundi, o jornalista Esdras Ndikumana, correspondente da agência noticiosa France-Presse e da Rádio França Internacional, recebeu, ontem em Paris, o prémio 2015 para a imprensa diplomática francesa e pela cobertura da crise política no país.

Esdras Ndikumana tem 54 anos e encontra-se refugiado no Quénia.

Através deste prémio vê os seus esforços recompensados pelo “seu percurso que apresenta a coragem e a vontade de informar”, disse o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Laurent Fabius.

Este prémio é atribuído, pela primeira vez, a um jornalista estrangeiro. Este galardão é ainda uma “mensagem de apoio a todos os burundeses e africanos que exercem um trabalho exemplar”, sustentou Laurent Fabius. Este que lembrou ainda que a França continua “atenta e preocupada com a situação” no Burundi. (RFI)

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