“Nunca, mas nunca mais, novos tarrafais”, apela António Costa

(TVI24)

Primeiro-ministro, em Cabo Verde, inaugura Museu do Campo de Concentração do Tarrafal, em que morreram mais de trinta presos políticos entre 1936 e 1954

O primeiro-ministro inaugurou, esta quarta-feira, o Museu do Campo de Concentração do Tarrafal, Cabo Verde, fazendo um discurso em que enalteceu os lutadores pelas independências africanas e defendeu a tese de que só é livre quem os outros liberta.

Numa cerimónia em que estiveram também presentes o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, o dirigente histórico comunista Domingos Abrantes, os ministros Augusto Santos Silva e João Soares, bem como o presidente da Associação Nacional dos Municípios Portugueses, Manuel Machado, António Costa fez um paralelismo entre a luta pela liberdade em Portugal até ao 25 de Abril de 1974 e o combate pela independência das antigas colónias portuguesas.

“Nunca, mas nunca mais, novos tarrafais”, declarou o primeiro-ministro, numa alusão aos mais de trinta presos políticos que, entre 1936 e 1954, morreram neste campo de concentração do Estado Novo.

Perante antigos presos políticos, António Costa prestou homenagem ao líder histórico da resistência da Guiné e Cabo Verde, Amílcar Cabral – cuja data da sua morte é hoje assinalada em feriado nacional pelos cabo-verdianos – e referiu que “todos os povos têm momentos negros na sua História”.

“E uma das marcas mais negras da nossa História é, sem dúvida, o Tarrafal”, disse, antes de se referir à guerra colonial a partir do início da década de 1960.

“Só é verdadeiramente livre quem os outros liberta. Não era possível restaurar a democracia em Portugal sem libertar os povos colonizados”, sustentou o líder do executivo português, depois de, juntamente com o seu homólogo de Cabo Verde, ter deixado uma coroa de flores numa placa alusiva às vítimas do Tarrafal. (TVI24)

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