Ministro da Saúde anuncia intensificação do combate aos vectores

Ministro da Saúde, José Van-Dúnem, durante encontro com governador da província de Luanda, Higino Carneiro (Foto: António Escrivão)

O ministro da saúde, José Van-Dúnem, anunciou hoje segunda-feira, em Luanda, a reactivação da luta anti-vectorial, do ponto de vista da anti-larval e da pulverização intra e extra domiciliar, com vista a se prevenir e combater a febre-amarela e o seu mosquito “Aedes Aegypti”.

José Van-Dúnem fez este anúncio quando intervinha numa reunião orientada pelo governador de Luanda, Higino Carneiro, sobre o surto da febre-amarela que está a assolar o município de Viana, em que foram já notificados desde o dia 30 de Dezembro de 2015 até ao momento 99 casos, dos quais 26 validados com oito óbitos.

O quadro clínico dos pacientes era caracterizado por um síndrome febril de icterícia, hemorragia em indivíduos com idades entre os 22 e 34 anos de idade, de nacionalidade eritreia, residentes aproximadamente oito meses no município de Viana e que trabalhavam no quilómetro 30.

“Temos que reactivar as acções que vínhamos fazendo de luta anti-vectorial, seja do ponto de vista de luta anti-larval, seja do ponto de vista da pulverização intra e extra domiciliar, pós os carros que o faziam deixaram de fazer, por falta de pagamentos”, admitiu o governante.

De acordo com o ministro, os administradores e os responsáveis de bairros deverão dialogar mais com os seus respectivos munícipes, porque os charcos estão nas casas de cada um, as águas que ficam nos pneus, nas garrafas, vasos e cada um de nós tem que fazer o seu melhor, para que o mosquito não encontre um ambiente favorável para a sua multiplicação.

Para além da luta contra “Aedes Aegypti”, mosquito que contamina a febre-amarela, frisou, “temos também a luta contra a malária, dominador comum em todos os municípios, que cursa com a anemia e uma alta parasitémia”.

“Se nós não intervirmos de uma maneira intensa para reduzir a população de vectores, este ano vai ser muito mal do ponto de vista

da malária e da febre-amarela”, advertiu.

O ministro fez saber que a febre-amarela tem uma mortalidade elevada, e não se pode deixar que a mesma se propague, sendo a luta anti-vectorial uma das fundamentais para o efeito.

Para tal, apelou às igrejas no sentido de passarem a informação e sensibilização da população, responsabilizando cada família e os técnicos de saúde a atenderem da melhor maneira os pacientes.

O encontro foi presenciado pelo representante da Organização Mundial da Saúde OMS), Hernando Agudelo, vice-governadores, administradores municipais, funcionários da saúde e entidades religiosas. (ANGOP)

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