Ministra exorta cidadania responsável em prol do ambiente

Ministra do Ambiente, Fátima Jardim (Foto: Clemente Dos Santos)

A ministra do Ambiente, Fátima Jardim, exortou hoje (sexta-feira), em Luanda, aos cidadãos a terem uma cidadania mais responsável em torno das questões ambientais, para a valorização da natureza e seus recursos.

De acordo a ministra, que fez abertura do workshop sobre “A problemática do lixo: uma questão de saúde pública”, a produção de lixo, só em Luanda, atingiu cerca de três milhões de toneladas por ano.

A governante explicou que aumento da produção do lixo está ligado a vários factores, nomeadamente a superpopulação, carência de infra-estruturas, educação e consciencialização da população e debilidades de fiscalização e regulamentação.

A ministra disse que desde 2015 está em curso um plano piloto denominado Pesgru (plano estratégico de gestão de resíduos urbanos), que busca dar um tratamento ecologicamente correcto aos resíduos sólidos.

Fátima Jardim apelou aos cidadãos a serem exemplos de boas práticas, com vista a interligação e aliança entre os angolanos e a natureza.

Por sua vez, o conselheiro da Fundação Agostinho Neto, João de Carvalho, considerou a preservação do ambiente como determinante para a continuidade das espécies e garantia de uma vida plena de qualidade.

De acordo com ele, o convívio anormal e desordenado com lixo representa um atentado à questão ambiental, saúde pública e prejudica a economia.

João de Carvalho salientou a necessidade de, no quadro dos 440 anos da fundação da cidade de Luanda, todos assumirem uma posição crítica para a reflexão e concepção de programas dinâmicos e inovadores, aspirando inverter o actual estado de coisas.

“O envolvimento de todos os cidadãos visa melhorar o ambiente em redor das populações com investimentos sérios, sustentáveis e programas de saneamento básico, sendo que Luanda, por ser capital do país, tem de velar pela aparência”, disse.

A história da cidade de Luanda, acrescentou, deve preservar a sua beleza, promovendo questões de saneamento, urbanidade, de modo a atrair o investimento estrangeiro e o turismo, o que favorece maior emprego e aumento da economia.

Para ele, a problemática do lixo, além das implicações de responsabilidade cívica e de gestão urbana, é antes de mais uma questão de saúde pública, que se alastra a vista de todos.

O referido workshop é bi-anual e é realizado em alusão ao Dia Nacional do Ambiente, que se celebra a 31 do corrente mês. (ANGOP)

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