Ministra da Cultura garante mobilização de quadros para investigação da história do país

Rosa Cruz e Silva - Ministra da Cultura (Foto: Francisco Miudo)

A ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, garantiu hoje, sexta-feira, na província do Huambo, dar mais atenção à mobilização de efectivos para a investigação das temáticas da história e da cultura do país.

A governante fez esse pronunciamento quando discursava no acto central do Dia da Cultura Nacional, que se assinala hoje, sexta-feira, tendo referido que pretende-se que as parcerias com as instituições académicas universitárias se impõem e se possa, a breve trecho, ver crescer os especialistas.

Estes especialistas, acrescentou, serão encarregados de desenvolver estudos sobre todo vasto universo da diversidade cultural angolana, em muitos casos ainda muito fechada nos seus contextos sem que se alcance o âmago da sua real importância e valor.

“?As preocupações com a inventariação, a classificação dos bens do património, visando a sua valorização e divulgação, tal como se registou na estação arqueológica de Féti, no âmbito do Projecto de Mapeamento das Estações Arqueológicas do país, (paleolítico, neolítico, arte rupestre, túmulos funerários), é um exercício que repetiremos todos os anos, pelo que necessitamos de mobilizar os estudantes para que se interessem mais por estas matérias, pois o país é vasto e estas estão repartidas em toda a extensão do território nacional”, frisou.

Entretanto, de acordo com a governante, nada está perdido pois as comunidades continuam a transmitir essas tradições e a mantê-las e, por outro lado, a dar-lhes um cunho novo quando o assunto é a adaptação ao contexto actual da modernidade.

“Assim acontece com os artistas, ou melhor dito com os criadores, por exemplo os músicos, são capazes de recriarem essas canções provenientes da sabedoria popular e incorporam os elementos novos e tornam tais bens cada vez mais ricos e perenes, pois nos seus conteúdos expressam, a identidade patrimonial, que se elevam a partir da sua matriz que é imutável. Assim acontece com os provérbios, os contos e as canções, em suma o património imaterial”, argumentou. (ANGOP)

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