Migração: Alemanha opõe-se à Áustria e chegadas à Grécia aumentam 2100 por cento

(EURONEWS)

A Alemanha está contra a decisão da vizinha Áustria em limitar o número de pedidos de asilo permitidos este ano aos 37.500, num total de 127.500 até ao final de 2019. Os responsáveis germânicos consideram que a decisão austríaca não ajuda aos esforços em negociar uma abrangente solução europeia com apoio da Turquia, por onde a maioria dos migrantes passa rumo à União Europeia.

Presente numa cimeira da União Social-Cristã (CSU), na Baviera, a chanceler Angela Merkel defendeu a importância do diálogo entre todos os países europeus afetados pela crise de refugiados mesmo que não se concorde com tudo o que está ser feito.

Em Davos, na Suíça, o vice-chanceler alertou para o impacto na Europa de um eventual encerramento das fronteiras na chamada rota de migração dos Balcãs.

“Partir para o fecho das fronteiras da Europa seria uma catástrofe económica. Estamos aqui no Fórum Económico Mundial e seria fácil calcular o desemprego que iria gerar o regresso às fronteiras fechadas”, afirmou Sigmar Gabriel, considerando, ainda assim, o retomar do controlo da fronteira com a Eslovénia como “um grito de ajuda da Áustria para a Europa”. “É mais do que justificado”, assumiu.

Há mais migrantes a fazerem-se ao mar

Alheios ao que se passa no coração da Europa, os migrantes e refugiados continuam a fazer-se ao mar em largos números rumo à União Europeia. Esta quarta-feira à noite, recebemos imagens de mais um grupo a desembarcar na ilha grega de Quios, uma escala privilegiada pelos migrantes e refugiados oriundos do Médio Oriente, a pouco mais de 14 milhas da Turquia, e por onde, no ano passado, terão passado cerca de 120 mil pessoas atrás do sonho de uma vida melhor e em segurança.

De acordo com a Organização Internacional para a Migração (IOM), só este ano, nos primeiros 17 dias de janeiro, já chegaram à Grécia, através do mar, 31.244 migrantes e refugiados, o que representa um impressionante aumento homólogo de mais de 2100 por cento face às 1472 chegadas registadas pela guarda costeira grega em janeiro do ano passado. (EURONEWS)

por Francisco Marques | com REUTERS, IOM

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