Mercados emergentes devem ter fuga de capital de US$448 biliões este ano, diz IIF

Charles Collyns (DR)

Após alguns anos difíceis, os títulos e acções de mercados emergentes estão a caminho de outro ano de fuga de capitais provocada pela desaceleração do crescimento global e endividamento corporativo, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês).

Os mercados emergentes registaram saída líquida de capital de 735 biliões de dólares em 2015, mais do que o esperado, ante 111 biliões em 2014. A expectativa é de que tenha em 2016 saídas incluindo erros e omissões de 448 biliões de dólares, de acordo com relatório do IIF divulgado nesta quarta-feira.

O grupo afirmou que fortes saídas da China, que reflectem preocupações com a moeda e crescimento, são o principal factor por trás das perdas em 2015. A China teve fuga de 676 biliões de dólares em 2015, de acordo com o IIF.

“Mas a fraqueza vai bem além da China já que temos visto uma fuga persistente de capital de portefólio de uma ampla faixa de mercados emergentes, com os investidores cada vez mais preocupados com as perspectivas de crescimento e alto endividamento corporativo”, disse o director-gerente e economista-chefe do IIF Charles Collyns.

A organização afirmou que o Brasil, Turquia e África do Sul são alguns dos países mais vulneráveis à contínua redução nos mercados emergentes devido à fraqueza na política macroeconómica, altos níveis de dívidas corporativas em moeda estrangeira e significativos deficits de conta corrente.

Há alguns países bem posicionados como Índia e México. Mas com os temores sobre a China e recessão pelo segundo ano seguido no Brasil e na Rússia, muitos temem que os retornos de investimentos não devem se recuperar muito em breve. (REUTERS)

por Tariro Mzezewa

 

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