Malanje: Registados mais de 600 crimes nos últimos três meses

Policia Nacional de Angola (RNA)

Seiscentos e 58 crimes de natureza diversa, dos quais 512 esclarecidos, foram registados pela delegação provincial do Ministério do Interior, através dos seus órgãos judiciais, na província, durante o último trimestre de 2015.

Os dados constam do comunicado final da 4ª reunião da comissão provincial de coordenação judicial, decorrida quinta-feira, nesta cidade, que dá conta da detenção de 438 cidadãos como presumíveis autores tais crimes.

O documento refere que, as cifras criminais se situaram na ordem de 1 a 7 crimes/dia, contra 1 a 9 em relação ao ano de 2014, referindo que dos casos, destaca-se 318 crimes contra pessoas e 242 contra propriedades.

No que tange a sinistralidade rodoviária, o comunicado salienta que foram registados 110 acidentes de viação, que provocaram 29 mortes e 81 feridos, sendo o excesso de velocidade, ultrapassagens irregulares, falta de prudência, mau estado das vias e travessia descuidada de peões, as principais causas.

O comunicado refere ainda que o Tribunal Provincial de Malanje pronunciou, durante o período em análise, 102 processos, proferiu 419 sentenças e emitiu 220 mandados de soltura, 102 destes à luz do decreto presidencial 173/15 de Setembro, sobre o indulto e comutação de penas.

Por outro lado, a reunião recomendou entre outros aspectos, maior divulgação da Lei sobre as medidas cautelares em processo penal, bem como a reabilitação urgente por parte das estruturas competentes da estrada que liga a localidade de Catala ao estabelecimento prisional da Damba, frequentemente usada pelos órgãos judiciais na transferência e intercâmbio de reclusos.

A sessão visou entre outros aspectos, analisar aspectos relacionados com a problemática da justiça na província, com destaque para situação dos detidos e reclusos das unidades prisionais.

O encontro foi presidido pelo coordenador da referida comissão, Félix Alexandre Sebastião e visou também avaliar as acções desenvolvidas pelos órgãos judiciais durante o último trimestre de 2015 e perspectivar o primeiro trimestre deste ano. (ANGOP)

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