Liga Portuguesa, J18: Sporting tropeça, Benfica aproxima-se e FC Porto cai

(EURONEWS)

Tondela surpreende Alvalade e empata líder. “Águias” vencem no Estoril, ficam a 2 pontos dos “leões” e ganham 3 pontos ao FC Porto. Braga vence na Choupana

Surpresa em Alvalade. Diante do último classificado, o líder do campeonato consentiu o terceiro empate na prova, o segundo diante do mesmo treinador (Petit) e o segundo em casa. O Sporting ficou com queixas do árbitro, mas deverá ter muitas mais da forma como a própria equipa foi “desenhada” para este jogo por Jorge Jesus.

O treinador insistiu no erro cometido na jornada anterior diante do Braga, apostando em Bruno César num “11” com mais quatro médios interiores, deixando Slimani isolado na frente diante de uma das piores defesas do campeonato. O Tondela, curiosamente, apresentou-se desinibido, defendeu bem o “miolo” do campo, bloqueando o Sporting, e soube sair bem no contra-ataque.

Foi assim que, aos 28 minutos, Eto’o Zue, lateral direito do Gabão emprestado pelo Braga, lançou Nathan Júnior nas costas da defesa “leonina”. Rui Patrício saiu bem, fez a mancha e cortou o lance, mas o adversário caiu e o árbitro assinalou, mal, grande penalidade.

O guarda-redes foi expulso, com vermelho direto. As imagens televisivas confirmam, no enatnto, que o jogador do Tondela tropeça sozinho e, já em queda, choca com o guarda-redes.

Bruno de Carvalho, o presidente do Sporting, foi expulso do banco por protestos, Jesus sacrificou Bruno César para entrar Boeck e o guarda-redes brasileiro foi enganado pelo mesmo Nathan Júnior, que abriu o marcador. Com menos um, mas mais espaço para jogar, o Sporting acelerou e partiu atrás do empate com menos uma unidade. O Tondela continuou a trocar bem a bola, confiante, e a criar espaços. A defesa da casa ressentia-se da ausência de Paulo Oliveira.

Aos 38 minutos, João Mário assiste e William Carvalho dispara para boa defesa de Matt Jones, guarda-redes emprestado ao Tondela pelo Belenenses. O jogo chega ao intervalo com o árbitro a conceder apenas 1 minuto de desconto, embora só o lance do penálti tenha custado mais de 3 minutos ao jogo.

Para a segunda parte, Jesus abdicou do autor do único remate do Sporting à baliza na primeira parte, William, para entrar Gelson e o jovem extremo mexeu de pronto com o jogo. O primeiro remate a uma baliza foi, contudo, do Tondela, por Wagner, mas fraco.

Melhor no jogo, o Sporting empatou aos 53 minutos. João Mário cruza atrasado da meia-direita, Slimani domina bem, remata e conta com o desvio do francês Tikito.

A provar o equívoco de Jesus ao não o incluir no “11”, Gelson deixou, primeiro, Ruiz à beira da reviravolta e, logo depois de Romário Baldé também desperdiçar na cara de Boeck, ele mesmo a concretizou. Raro bom lance de Jefferson na esquerda, cruzamento, Hélder Tavares corta mal e Gelson dispara para o 2-1.

Petit lançou Dolly Menga e o angolano emprestado pelo Braga respondeu à chamada com um remate de longe à figura de Boeck. O ex-treinador do Boavista, equipa com a qual já havia roubado 2 pontos ao Sporting esta época, acreditou e refrescou o ataque com o argentino Piojo e o espanhol Chamorro.

Aos 85 minutos, na primeira vez que tocou na bola, Chamorro marcou. Passe longo de Bruno Monteiro, Jefferson ficou nas covas, o espanhol dominou e rematou em corrida para o empate. O Sporting foi apanhado em contra pé, teve os 3 pontos na mão, mas não soube segurá-los. A contar os segundos, Jesus ainda desperdiçou mais 30 nos descontos a meter em campo Mané, mas ainda ganhou um ponto ao FC Porto, mas perdeu 2 para o Benfica.

Na próxima jornada, os “leões” visitam Paços de Ferreira sem o guarda-redes Rui Patrício. O Tondela recebe o Boavista, promovendo o reencontro de Petit com a equipa que orientou até à 11.a jornada, num duelo que opõe os 2 últimos do campeonato.

Benfica aproxima-se do líder

Sem poder ainda contar com Luisão, Gaitán e Salvio, o Benfica repetiu o mesmo “11” pela terceira vez consecutiva no Estoril. Nélson Semedo, de regresso à convocatória, e Grimaldo, em estreia, foram para a bancada.

Os “anfitriões” também se apresentaram ainda sem os lesionados Bruno Miguel, Tijane e Babanco. Mano surgiu a lateral esquerdo e o brasileiro Mattheus, o filho de Bebeto emprestado pelo Flamengo, foi o número “10”, nas costas de Bonatini, mas esteve apagado.

Os bicampeões entraram fortes e, aos 9 minutos, beneficiando de fora de jogo não assinalado, Jonas acertou no poste. Na recarga, Carcela atirou às malhas laterais. A resposta “canarinha” foi contundente.

Aos 11 minutos, Anderson Luís escapou a Eliseu pela direita, cruzou de bandeja e Bonatini, o goleador da Amoreira, abriu o marcador — 10.° golo do brasileiro, de 21 anos.

O Benfica manteve a pressão forte, Jiménez desperdiçou na cara de Kieszek. As “águias” dominavam, o Estoril parecia ter abdicado do jogo, defendia a vantagem mínimo com dificuldade, mas resistia e foi para o descanso a ganhar.

Para a segunda parte, Rui Vitória trocou de parceiro para Jonas: Mitroglou surgiu no lugar de Jiménez e deu sorte. Aos 52 minutos, com o Benfica balanceado no ataque, a passe de André Almeida e com um desvio em Diego, o grego empatou o jogo.

Uma falha elétrica no estádio interrompeu o jogo por instantes. Mendy, lesionado, foi substituído por Dieguinho, no Estoril. Mas os “canarinhos” continuavam sem arte nem inspiração. Aos 68 minutos, num lance caricato, o Benfica reclama golo sem sucesso – Kieszek parece ter tirado a bola já de dentro da baliza.

Logo a seguir, lançado por Jonas, Pizzi foge pela meia-direita, remata cruzado e confirma a reviravolta, já merecida. O Benfica continuou por cima e a desperdiçar oportunidades. As luzes voltam a apagar-se e o jogo a parar.

Perto dos “90”, Jardel obriga Kieszek a aplicar-se. Talisca entrou para os descontos, Gonçalo Guedes para queimar tempo e o árbitro apitou para o fim. O Benfica encurta distâncias para o Sporting e escapa-se ao FC Porto. Os bicampeões já ó dependem de si próprios para chegar ao “tri”. Quem diria?

FC Porto “cai” no “berço”

Ao terceiro jogo, Rui Barros perdeu. O FC Porto apresentou-se com o esquema habitual na Cidade Berço diante de um Vitória de Guimarães qur vinha de um empate caseiro diante do arouca e que tinha visto o treinador Sérgio Conceição ser associado a uma mudança para o Dragão, desmentida pelo próprio.

Nos vimaranenses, Tyler Boyd estreou-se pela primeira equipa e logo no primeiro minuto ficou perto do golo. Não marcou o neozelandês, marcou Bouba Saré. O costa-marfinense aproveira uma “oferta” de Iker Casillas para abrir o marcador logo aos 4 minutos. Muito mal o espanhol.

Os “dragões” reagiram, sempre pelos habituais: Corona e Brahimi. João Miguel estava em “noite sim” e brilhou à medida que o FC Porto cresceu no jogo.

A segunda parte revelou um FC Porto com mais posse de bola e um Guimarães a defender o “castelo” como podia. Aos 66 minutos foi Varela, entretanto entrado para o lugar de Corona, a permitir mais uma boa intervenção a João Miguel.

O FC Porto pressionou, os vimaranenses resistiram. Já nos descontos, e tal como na primeira parte, Aboubakar viu amarelo por mão na bola e foi expulso. O FC Porto deixou fugir o Benfica e o Sporting, mas ainda mantém vantagem folgada sobre o 4.°, o Braga.

O Guimarães foi a única equipa a vencer em casa nesta jornada, até ao momento, ultrapassou o Arouca e o Rio Ave, subiu ao 6.° lugar e está a 3 pontos do Paços de Ferreira.

Braga vence na Choupana

Depois do feito do Tondela em Alvalade a abrir, a jornada 18 prosseguiu sábado com a vista do Paços de Ferreira a Coimbra. Diogo Jota abriu o marcador para os “castores” num contra-ataque, aos 18 minutos. À beira dos 45 minutos, João Real beneficiou de uma falta ofensiva não assinalada para fixar o 1-1 final.

Na Madeira, União e Marítimo protagonizaram mais um duelo insular nos Barreiros. Os “verde rubros” ficaram com menos um logo aos 23 minutos, por duplo amarelo ao brasileiro Raul Silva. O venezuelano Jhonder Cádiz, de 20 anos, entrado ao intervalo para o União, marcou o único golo do jogo, aos 50 minutos. Nos descontos, o Marítimo viu ainda mais dois jogadores expulsos.

No domingo à tarde, o Belenenses e o Moreirense conseguiiram feitos idênticos: vencer fora de casa por 2-1. Os “azuis”, do Restelo, em Vila do Conde, os “cónegos” em Arouca. O Braga deslocou-se à Choupana e desta vez não houve nevoeiro a atrapalhar.

O francês Willy Boly abriu o marcador aos 20 minutos e aos 25 foi expulso, com segundo amarelo. Willyan empatou de penálti, mas o Braga voltou a colocar-se por cima e chegou ao 1-3. Salvadaor agra reduziu perto do final, mas o triunfo não fugiu aos “guerreiros” do Minho. (EURONEWS)

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