Lançamento mundial de livro do Papa Francisco

O Papa explica num livro entrevista a sua visão da misericórdia (Foto: AFP / VIincenzo Pinto)

“O nome de Deus é misericórdia”, obra do Papa Francisco, é lançado nesta terça-feira em 86 países. Trata-se de um livro de entrevistas realizadas pelo jornalista italiano Andrea Tornielli, amigo do sumo pontífice. O chefe dos católicos explica aí o porquê da misericórdia estar no centro da sua vida e da missão da Igreja.

O jornalista Andrea Tornielli, especialista do Vaticano, trabalha para o diário La Stampa de Turim e para o site Vatican Insider, trata-se de um próximo do Papa Francisco, mesmo antes de este ter sido eleito para o cargo de sumo pontífice.

Ele já escreveu, inclusive, uma das primeiras biografias do novo Papa.

A misericórdia está no centro do ano jubilar, em curso de 8 de Dezembro passado até 20 de Novembro. Este é, aliás, o tema central do pontificado do Papa argentino.

Ao longo desta obra o Papa dá conta da sua visão do mundo e do seu percurso, de factos que o marcaram ao longo dos anos.

O Papa Francisco aborda a tristeza pela morte do seu confessor, quando tinha apenas 17 anos, ou a relação com o mundo prisional tendo sempre alegado não ser superior aos presos pelo que admitia que podia também ele um dia lá se encontrar.

“Tenho um especial carinho pelos que vivem na prisão, privados da liberdade. Fiquei muito ligado a eles, por esta consciência do meu ser pecador. De cada vez que entro numa prisão, para celebrar uma missa ou para uma visita, tenho sempre este pensamento: porquê eles e não eu ? Devia estar aqui, merecia estar aqui. A sua queda poderia ser a minha, não me sinto melhor do que os que tenho perante mim.”

A editora Planeta tem os direitos para língua portuguesa desta obra.

Paula Nascimento, a editora, dá-nos conta de como decorre o lançamento mundial deste livro que permite melhor conhecer o pensamento e a vida do chefe dos católicos.

Com 10 000 exemplares, nesta sua primeira edição portuguesa, a obra poderá vir a ser vendida também em livrarias do continente africano.

Paula Nascimento alega que a tradução não foi nem demorada nem difícil por o Papa falar de forma “clara e muito emotiva, quase que nos sentimos tocados por ele através das suas palavras”.

Ela lembra o episódio de uma professora argentina que tivera que se prostituir para sustentar os filhos. Mais tarde quando reorganizou a vida ela fez questão em agradecer ao Papa por sempre a ter tratado por “senhora”. (RFI)

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