Isabel dos Santos intervém na Sonangol

Capa da edição de sexta-feira, 22 de Janeiro, do semanário Expansão. (Negocios)

A empresária angolana está a ter um papel activo na reestruturação da petrolífera, noticia o semanário Expansão na sua edição impressa, que estará nas bancas sexta-feira, 22 de Janeiro.

Isabel dos Santos está a ter um papel activo na reestruturação da Sonangol, avança o semanário angolano Expansão, na sua edição impressa que estará a nas bancas sexta-feira, dia 22 de Janeiro.

Segundo o Expansão, que cita várias fontes conhecedoras do processo, a empresária angolana tem marcado presença nas reuniões entre a administração, quadros seniores da petrolífera e consultores internacionais. O jornal diz que não é conhecida a qualidade em que a empresária angolana participa nas referidas reuniões.

O único ponto de contacto conhecido entre Isabel dos Santos e a Sonangol é Portugal, através da Esperaza, uma “holding” detida a 45% pela empresária e a 55% pela petrolífera angolana qual controla 45% da Amorim Energia, sociedade que por sua vez detém uma posição de 33,34% da Galp.

Por outro lado, enquanto accionista do BPI, Isabel dos Santos, já defendeu a fusão deste banco com o BCP, onde a Sonangol detém uma posição de 17,84%.

Em Outubro de 2015, o Presidente da Angola emitiu um despacho que criou a Comissão de Reajustamento da Organização dos Sector dos Petróleos, presidida pelo próprio José Eduardo dos Santos e que integra o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, Edeltrudes Maurício Costa, os ministros das Finanças, da Economia e dos Petróleos, Armando Manuel, Abraão Gourgel e Botelho Vasconcelos, respectivamente, e o governador do banco nacional de Angola, José Lima Massano, entre outros.

“Relativamente à criação de uma agência de regulação do sector que ficaria responsável pela gestão das concessões e da realização de reuniões na sede da Sonangol, entre representantes da empresa, a engenheira Isabel dos Santos, consultores noruegueses e do Boston Consulting Group, bem como de advogados da Vieira de Almeida, não temos nenhum comentário a fazer sobre o assunto, pois existe uma comissão criada para o efeito que a seu tempo se pronunciará a propósito”. Foi assim que o Ministério dos Petróleos respondeu a uma pergunta colocada por email pelo Expansão.

O semanário descreve que Isabel dos Santos e um batalhão de consultores assentaram arraiais em dois andares da sede da Sonangol, em Luanda.

A necessidade de reestruturar o sector dos petróleos e a Sonangol surgiu na sequência de um relatório do actual presidente da petrolífera, Francisco de Lemos, onde este apontava para a “falência do modelo operacional” da empresa e indicava o caminho para o “resgate da eficiência empresarial”. (Jornal de Negocios)

por Celso Filipe

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