Huambo: Julgamento de Kalupeteca inicia segunda-feira

José Kalupeteca - Líder da Seita Adventista do Sétimo Dia "Luz do Mundo" (Foto: Edilson Domingos)

O julgamento de José Jolino Kalupeteca, líder da seita “Sétimo Dia a Luz do Mundo”, inicia na próxima segunda-feira (18 de Janeiro), no Tribunal Provincial do Huambo, acusado pelo cometimento de nove crimes de homicídio qualificado.

A informação foi confirmada pelo juiz presidente do Tribunal do Huambo, Pedro Nazaré Pascoal, em declarações hoje, sexta-feira, aos órgãos de comunicação social, tendo esclarecido que entre os crimes oito foram cometidos na província do Huambo e um no Bié.

De acordo com o magistrado, estão criadas as condições para o julgamento do líder da seita a Luz do Mundo, detido no dia 17 de Abril de 2015. Além deste, estão a ser também julgados outros 10 seguidores da referida seita.

O magistrado precisou que a sessão de julgamento, que será tornada pública, inicia às 09h00.

No processo estão arrolados os acontecimentos ocorridos na aldeia de Kaluei, no município de Cunhinga (Bié) e no monte do Sumé, no município da Caala, (Huambo), em Abril do ano transacto.

Durante a fase de instrução preparatória, o Ministério Público ouviu os 89 seguidores de Kalupeteca, detidos com o seu líder, dos quais 79 foram postos em liberdade por não se ter provado o envolvimento dos mesmos nos crimes alegados no processo.

De referir que no incidente ocorrido no monte do Sumé, resultou a morte de nove agentes da policia nacional, por elementos afectos a seita religiosa do Sétimo Dia a Luz do Mundo, quando os efectivos cumpriam um mandado de captura contra o líder da organização, emitido pela Procuradoria-geral da República no Bié.

Entre as vítimas consta o comandante da corporação na Caála, superintende-chefe Evaristo Catumbela, o chefe das operações da Polícia de Intervenção Rápida nesta província, intendente Luhengue Joaquim José, e o instrutor da Polícia de Intervenção Rápida, sub-inspector Abel do Carmo.

Foram ainda assassinados o 1º sub-chefe João Nunes, os agentes Luís Sambo, Castro Hossi, Manuel Lopes e Afonso António, assim como o delegado do Serviço de Inteligência e Segurança Interna do município da Caála, António Afonso.

No quadro da responsabilização criminal dos autores dos mesmos actos, o Tribunal Provincial do Bié condenou nesta quarta-feira um membro da mesma congregação a prisão maior de 20 anos.

O cidadão de 22 anos de idade foi condenado pelo crime de resistência a dois anos de prisão maior e a seis meses de multa a razão de 100 kwanzas diários, e pelo crime de homicídio qualificado de forma frustrada a 19 anos de prisão, resultando num cúmulo jurídico de 20 anos de cadeia. (ANGOP)

Angop/vky/Art

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