Huambo: Fundo de Apoio Social tem USD 4 milhões de dólares para projectos

Silva Siquilile (DR)

O Fundo de Apoio Social (FAS) pretende executar este ano, na província do Huambo, 11 projectos diversos, avaliados em quatro milhões de dólares, visando melhorar as condições de vida da população.

Em declarações à Angop nesta terça-feira, o responsável local da instituição, Silva Siquilile, disse que serão construídas seis escolas (com seis e quatro salas de aulas), dois postos médicos, igual número de centros de saúde e uma residência.

Explicou que a execução destes projectos, nos municípios do Huambo, Chinjenje, Ecunha, Caála e Chicala-Cholohanga, faz parte do plano de desenvolvimento local do Fundo de Apoio Social (FAS) e vai beneficiar 12 mil pessoas.

Comparando com o ano anterior, Silva Siquilile disse que o número de projectos mantém-se, porém houve um incremento de 50 porcento do valor a aplicar na componente social.

Ainda este ano, segundo o responsável, o FAS vai executar 51 projectos na componente de desenvolvimento económico local, que visam o financiamento de pequenos projectos, na sua maioria negócios, contra os 22 do ano anterior.

Explicou que esta componente económica e produtiva, a ser antecedida com o desenvolvimento de estudo de linha de base para a identificação de potencialidades nos 11 municípios desta província, visa a criação de postos de emprego e a melhoria da renda das comunidades locais.

Avaliada em 600 mil dólares, informou, a componente económica e produtiva vai beneficiar 80 pessoas, entre empreendedores, associações e cooperativas, constituindo, por isso, um contributo no processo de diversificação da economia nacional, em curso no país.

Silva Siquilile também disse que o Fundo de Apoio Social vai, ao longo deste ano, dedicar a sua atenção no reforço da capacidade institucional, de modo a permitir que os municípios da província tenham os seus planos de desenvolvimento.

A intenção, segundo explicou, é fazer com que os projectos financiados pelo FAS sirvam de consultas para elaboração de planos de desenvolvimento dos municípios, para que as acções a serem executadas pelas administrações municipais sejam mais participativas e que haja harmonia nas tomadas de decisões, em termos económicos e sociais, de acordo com as ambições dos governados.

O Fundo de Apoio Social foi criado a 28 de Outubro de 1994, ao abrigo do Decreto 44/94 do Conselho de Ministros. É uma agência governamental, dotada de personalidade jurídica e autonomia financeira e administrativa, para, em coordenação com outros programas de combate à pobreza, contribuir na promoção do desenvolvimento sustentável e redução da pobreza.

Focaliza a sua actuação na demanda da comunidade, dirigindo as suas actividades ao investimento social, nas áreas de educação, água e saneamento, saúde, infra-estruturas económicas e ambientais.

Está presente nas 18 províncias do país, contando com o suporte financeiro de diferentes fontes, entre as quais dotações do Governo, créditos do Banco Mundial e doações da União Europeia e países como a Noruega, Suécia, Japão, Itália, Holanda, além das petrolíferas multinacionais Chevron, British Petroleum, Shell, e o PNUD e a USAID. (ANGOP)

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