Homicídios e violações aumentaram em Nova York em 2015

(AFP)

A taxa de homicídios e violações aumentou em Nova York em 2015, pondo um fim ao ciclo de queda dos números desses delitos nos últimos anos, ainda que os crimes mais importantes tenham caído em 1,7%, segundo dados publicados nesta segunda-feira pelo departamento da polícia.

A cidade também registou um aumento importante, de 18%, dos tiroteios vinculados a gangues criminosas, o que minimizou a importância da queda total do número de incidentes com armas, que passou de 1.172 há dois anos para 1.137 em 2015.

Nova York registou 348 homicídios no ano passado, de acordo com dados preliminares, contra 333 em 2014, o que interrompeu um ciclo de cinco anos de diminuição do número de assassinatos desde os 536 cometidos em 2010.

Também houve um aumento do número de estupros, de mais de 6%, após os 1.352 casos registados em 2014, de acordo com as mesmas fontes. Até 27 de dezembro passado foram registados 1.428.

No geral, as sete categorias principais do crime, que incluem homicídios, estupros, furtos e roubos em casas e de carros, tiveram uma queda de 1,7%, passando de 107.211 em 2014 a 105.336 no ano passado.

Baseado nisso, o prefeito Bill de Blasio assegurou, nesta segunda-feira, que “o ano de 2015 foi o mais seguro da história da cidade”.

“Os números, em seu conjunto, são extraordinários”, disse de Blasio, destacando um aumento de 10% na apreensão de armas.

A segurança pública foi um dos grandes desafios para o prefeito democrata desde que assumiu seu cargo, em Janeiro de 2014, sucedendo o multimilionário independente Michael Bloomberg, que governou a cidade durante 12 anos.

Em 1963, quando as estatísticas completas do crime começaram a ser elaboradas, Nova York registou 548 assassinatos.

A partir de então, o número foi aumentando cada vez mais, até chegar a 2.245 homicídios em 1990, uma média de seis por dia.

A cidade conseguiu uma forte redução a partir de 1994, com a chegada na prefeitura de Rudolph Giuliani e seu sistema de “tolerância zero”.

Dos 1.946 homicídios em 1993, passaram a ser registados 1.561 no ano seguinte e 1.177 em 1995. Ao final do mandato de Giuliani, em 2001, foram apenas 649. (AFP)

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