Grupos ligados à Al-Qaeda ameaçam Arábia Saudita

(AFP)

Os grupos saudita-iemenita e norte-africanos filiados à Al-Qaeda ameaçaram a Arábia Saudita após a execução de dezenas de jihadistas, junto com o clérigo xiita saudita Nimr al-Nimr, no início de Janeiro.

Em um comunicado conjunto divulgado nesta segunda-feira em sites jihadistas, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP) e a Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM) afirmam que os líderes sauditas “cometeram um ato estúpido” executando essas pessoas, “apesar das advertências dos mujahedines” em todo o mundo.

“Os líderes de Riad derramaram o sangue desses mujahedines virtuosos provando (sua fidelidade) aos cruzados que celebram o Ano Novo”, escreveram os grupos.

“Consequentemente, devem temer o dia em que as famílias dos mártires, os seus irmãos e os seus partidários levarem (sua) vingança”, ameaçaram.

“O único crime desses mártires foi ter lutado contra os cruzados na Península Arábica, de onde descolam os aviões que bombardeiam os nossos irmãos muçulmanos no Afeganistão e no Iraque”, afirmou, por sua vez, Ibrahim al-Asiri, líder da AQAP, em uma oração fúnebre.

“Nós vamos ocupar os Al-Saud”, lançou, referindo-se à família real saudita.

As autoridades de Riad executaram em 2 de Janeiro 47 pessoas por “terrorismo”, das quais mais de 40 por suas ligações com a organização extremista sunita Al-Qaeda, acusadas de cometer ataques em solo saudita em 2000.

A execução de Nimr al-Nimr, opositor do regime na Arábia Saudita, provocou protestos em todo o mundo xiita e causou a ruptura das relações diplomáticas entre Riad (sunita) e Irão (xiita). (AFP)

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