Governo do Bié enaltece coragem e determinação dos Mártires da Baixa de Kassanje

Governador do Bié, álvaro Boavida Neto (Foto: Pedro Parente/Arq)

O governo da província do Bié enalteceu hoje, domingo, na cidade do Cuito, a coragem e a determinação demonstrada pelos Mártires da Repressão Colonial na Baixa de Kassanje (Malanje), galvanizando assim a luta da liberdade e a Independência Nacional.

Segundo uma nota de exortação assinada pelo governador do Bié, Álvaro Manuel de Boavida Neto, que a Angop teve acesso hoje, domingo, em saudação ao 4 de Janeiro, destaca o desempenho dos heróis nacionais pela motivação que tiveram 1961, tendo incentivado a luta armada de libertação que culminou com a conquista da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.

Deste modo, o Governo apela ao povo bieno no sentido de observar o 4 de Janeiro como um marco de reflexão obrigatória, reforçando a unidade nacional e a coesão em torno dos mais nobres ideias da Nação, independentemente das convicções políticas, credo religioso e etnia.

O Governo da província, de acordo com a nota, reafirma a sua total vontade de continuar a trabalhar na edificação de uma sociedade cada vez mais justa, de progresso e bem-estar para todos, horando à memória de todos quantos contribuíram e continuam a fazê-lo para a consolidação da Paz e da democracia em Angola.

Assim, o governador do Bié convida a população a participar vivamente nas actividades alusivas ao 4 de Janeiro, manifestando a sua alegria pela conquista da liberdade, democracia e da Paz efectiva e duradoura, que o país alcançou em 2002, com os acordos do Luena (Moxico).

De salientar, a data reveste-se de transcendente importância na história da luta de libertação nacional, uma vez que marcou o início de uma revolta contra a ocupação colonial portuguesa, de cerca de 500 anos (1482-1975), e que ceifou a vida de milhares de patriotas.

A efeméride marca, por outro lado, um acontecimento histórico, quando mais de dez mil camponeses da ex-companhia de Algodão de Angola (Cotonang) foram barbaramente assassinados pelo exército colonial português, por exigirem os seus direitos como trabalhadores, a isenção de pagamentos de imposto e a abolição do trabalho forçado.

O acontecimento estendeu-se aos municípios do Quela, Kunda-dia-base e Kiwaba Zonje, na província de Malanje, e Xá-muteba, Kapenda Kamulemba e Cubalo (Lunda Norte), que compreendem a região da Baixa de Kassanje. (ANGOP)

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