Georges Chikoti : “as pessoas não foram presas assim ao acaso”

George Chikoty, Ministro das Relações Exteriores de Angola (DR)

Presente em Addis Abeba, o responsável da diplomacia angolana estabeleceu contactos com várias personalidades estrangeiras que se encontram na Etiópia para participar na 26ª Sessão Ordinária de União Africana (UA), convocada para este fim-de-semana.

O ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, afirmou que as pessoas não são presas ao acaso em Angola, acrescentado que se deve dar tempo à justiça para se pronunciar sobre os dois casos mais controversos do momento, os julgamentos de Kalupeteka e dos 17 activistas angolanos.

“Angola é um país que tem as suas leis, as pessoas não foram presas assim ao acaso e a lei tem estado a actuar. A violação dos direitos humanos não pode ser vista como se ninguém pudesse ser preso ou detido. Como é que podem misturar o caso de Kalupeteca aos quinze ao Mavungo?” questionou o responsável da diplomacia angolana.

O governo angolano apresentou um plano de medidas para sair da crise. E estratégia começa por mobilizar recursos para uma maior produção.

O governo de José Eduardo dos Santos pretende reduzir ao máximo as importações de produtos, mas também criar excedente que possibilite exportar e conseguir divisas para o país.

A cantora angolana Aline Frazão descreve que, este ano, qualquer angolano está preocupado com a crise económica e afirma ter curiosidade em saber qual vai ser a resposta do governo angolano.

“Este ano qualquer angolano está preocupado com a crise económica e as consequências que terá na vida das pessoas porque vai ter um impacto em todas as classes sociais, claro que as pessoas que sofrem mais são as mais desfavorecidas. Vai ser interessante perceber como é que o governo vai lidar com esta questão e com este descontentamento que as novas políticas vão causar. Vai ser difícil para todas as pessoas, inclusivamente, para o governo angolano”, descreveu Aline Frazão. (RFI)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA