França prossegue os bombardeamentos contra o Estado Islâmico

Os franceses continuam a atacar alvos estratégicos do Estado Islâmico Imagem: Armée Française - D.R

Na noite de passagem de ano, a força aérea francesa desencadeou um dos maiores bombardeamentos sobre bases estratégicas do Estado Islâmico (E.I), situadas na Síria. Fundamentalmente as instalações da indústria petrolífera na região de Raqqah e que continuam a ser uma das principais fontes económicas dos jihadistas.

Os aviões Mirage 2000 D, estacionados na Base Aérea Projectada (BAP) na Jordânia, efectuaram dezenas de bombardeamentos na madrugada de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro de 2016, destruindo bases “fulcrais” do Estado Islâmico e provocando centenas de vítimas, entre eles muitos civis inocentes.

Os “bombardeamentos cirúrgicos” feitos pelos caças franceses foram coordenados pela força militar ocidental situada no Médio Oriente e com base nas informações recolhidas durante os vôos de reconhecimentos, feitos nas últimas três semanas antes do final do ano de 2015.

“O principal objectivo destes bombardeamentos levados a cabo pela força aérea francesa na região de Raqqah é destruir as fontes petrolíferas que garantem o financiamento do Estado Islâmico”, confirmou aos jornalistas uma fonte do estado Maior das Forças Armadas Francesas.

As aeronaves envolvidas nos bombardeamentos não precisaram de ser reabastecidas, iniciando a sua missão às 21 horas (hora de Lisboa), do dia 31 de Dezembro e prolongando-se pela madrugada fora. Os dois alvos foram integralmente destruídos, deixando o Estado Islâmico mais fragilizado.

Iniciada a 19 de Setembro de 2014, a operação de “Shamal” mobiliza actualmente 3500 militares franceses, entre eles, muitos legionários. A aliança militar ocidental, presente no Médio Oriente neste momento, ultrapassa os 10 mil efectivos, tendo como principal objectivo, aniquilar o Estado Islâmico que insiste na edificação de um califado no Iraque e na Síria.

De momento a estratégia militar aliada é enfraquecer os jihadistas, destruindo os seus principais alvos estratégicos através de bombardeamentos consecutivos, mas convém sublinhar que a as forças terrestres estão aptas a entrar no terreno quando receberem ordens para isso.

Os militares franceses, americanos e britânicos, continuam a assegurar a formação das tropas especializadas do Exército Iraquiano em Bagdade e em Erbil. Mas também os curdos que combatem os jihadistas no Iraque contam com armamento sofisticado ocidental e todo o apoio logístico no terreno.

Desde 23 de Novembro de 2015, que o grupo de batalha aeronaval francês e ocidental (GAN), integra a força “Shamal” e outras forças militares ocidentais preparadas para actuar em terreno específico como o Iraque, a Síria e outras zonas do Médio Oriente e de África.

O GAN ocidental é composto pelos porta-aviões Charles de Gaulle e pela fragata de defesa Paul Chevalier de (FDA), a fragata anti-submarina (FASM) La Motte Piquet, a fragata multi-missão (FREMM) Provence, o edifício de comando e reabastecimento Marne (BCR), a fragata belga Léopold 1.ºer, a fragata alemã Augsburg e a fragata britânica HMS defensor. No dia 26 de novembro de 2015, esta força militar ocidental foi ainda reforçada pela fragata furtiva (FLF) Courbet, que também se juntou às operações especiais que estão a ser levadas a cabo no Mediterrâneo Oriental.

Se for necessário, o dispositivo militar “Shamal” ainda poderá ser reforçado por meios adicionais de reabastecimento (C135-FR) e controle de tráfego aéreo (E3F), garantiram os militares franceses estacionados na Jordânia.

As agências noticiosas internacionais com base nas informações obtidas junto dos serviços secretos norte-americanos, franceses, israelitas e ingleses, garantem que os principais estrategas do Estado Islâmico continuam a fugir para a Nigéria e outros Estados africanos, onde se sentem mais protegidos, deixando na frente da batalha na Síria e no Iraque muitos voluntários jihadistas de diversas nacionalidades ocidentais. (Portal de Angola)

por José Valentim Peixe – Grande Repórter

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