Falcão admite falhas na administração pública

Rui falcão - Governador da província do Namíbe (Foto: Pedro Parente)

Governante apontou metas para o ano de 2016 mas não deixou de reconhecer a persistência de muitas falhas nos diversos sectores, quer da função pública como noutros

O governador do Namibe, Rui Falcão, fez a diferença nos discursos da praxe feitos por ocasião da cerimónia de cumprimentos de fim de ano e apresentou uma imagem real sobre o funcionamento do seu pelouro reconhecendo a existência da corrupção na função pública.

Rui Falcão apontou metas para o ano de 2016 mas não deixou de reconhecer a persistência de muitas falhas nos diversos sectores, quer da função pública como noutras áreas.

“O desrespeito e a arrogância são os cartões de visita dos incompetentes e dos inseguros”, destacou Falcão, tendo defendido que os dirigentes dos diferentes sectores do Governo da província devem ser os primeiros fiscais da qualidade de atendimento nos seus serviços.

O mais alto mandatário da província do Namibe advertiu que os responsáveis que demonstram omissão diante desses actos, “ou não estão onde deviam, ou não consideram relevante a preservação da boa imagem dos seus serviços”.

Por este facto, o governador afirmou que os serviços directos de atendimento ao cidadão “têm muito que melhorar” partindo do cumprimento rigoroso dos horários de trabalho, passando pelo respeito pelos prazos estabelecidos, inclusive a forma de tratar as pessoas.

Ele disse que apesar de algumas melhorias que se vêm registando, há ainda muito trabalho a se fazer para melhorar a situação na íntegra. Rui Falcão defendeu que a ética e o profissionalismo dos servidores públicos, são algo que deve ser incorporado na maneira de ser e de estar de cada um, e não deve ser cobrado ou reclamado por quem quer que seja, considerando que, quando tal situação ocorre, “é porque o servidor de quem se reclama, não está suficientemente preparado para o exercício das funções para que foi nomeado”.

‘A corrupção no país existe e é um facto

No seu discurso, o político admitiu que a corrupção existente no país “constitui motivo de preocupação”, tendo apelado para a necessidade da união como a arma para combatê-la com eficácia e envidar esforços para continuar a melhorar os mecanismos de prevenção, agravando consequentemente a penalização dos que forem apanhados.

“A corrupção é um processo, é algo que não se resolve por decreto. Esta é uma verdade tão intangível quanto a de que os países dos próprios indivíduos que nos acusam com organizações de estados seculares estiveram ou estão na base dos maiores escândalos de corrupção financeira dos últimos cem anos”, disse Rui Falcão, afirmando haver no mundo ocidental, indivíduos que directa ou indirectamente aliciam os jovens angolanos a adoptarem comportamentos condenáveis pela lei.

“Estes a quem me refiro, ficarão calados, fingirão que não perceberam, mas dois ou três dos seus mandados reagirão pela sua dor, logo veremos”, disse.

No que concerne à crise económica e financeira que o país atravessa, o governador apelou ao Executivo e a população em geral, a dar continuidade “com zelo e dedicação”, ao cumprimento das acções inscritas no Plano de Desenvolvimento 2013-2017, “mantendo sempre a união a fim de contribuir para as soluções dos problemas que o povo enfrenta e vencer os desafios que se colocam”.

O governador da província do Namibe, Rui Falcão, reconheceu a existência de melhorias na prestação dos serviços de fiscalização mineira, tendo em conta os ganhos acrescidos proporcionados ao nível das receitas extraordinárias.

O governante referiu que no sector da Industria e das Minas o Governo tem vindo a dar continuidade às acções para aliciamento de novas indústrias na aérea das pedras ornamentais. (OPAIS)

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