“Estivemos no africano por meu esforço pessoal” – Aguinaldo Jaime

Aguinaldo Jaime - Presidente da da FAX (Foto: Clemente/Arq)

O presidente da Federação Angolana de Xadrez (FAX), Aguinaldo Jaime, afirmou nesta terça-feira à Angop, em Luanda, ter sido necessário esforço pessoal para a obtenção de USD 40.000.00 (quarenta mil dólares), visando a participação da selecção júnior masculina e feminina no campeonato africano disputado em Vitória, Ilhas Seychelles.

Fazendo o balanço do evento, terminado nesta manhã com a consagração de David Silva (masculino) e a segunda posição de Maria Domingos (feminino), explicou ter negociado com o sistema bancário o empréstimo monetário em função da indisponibilidade de verbas por via do Ministério da Juventude e Desportos.

Acrescentou ter o montante servido para compra de bilhetes de passagem, ajudas de custos, fundo de maneio, pagamento de taxas de participação à Federação Internacional de Xadrez (FIDE), entre outros encargos.

O também vice-presidente da FIDE argumentou que pelas circunstâncias não teve como viabilizar uma preparação melhor às selecções nacionais. “Foi a preparação possível”.

Lamentou o fraco resultado da bi-campeã africana Esperança Caxita, que não alcançou o título de Grande Mestre (GM) como era objectivo da FAX, mas alertou para a necessidade de se avaliar a presença no campeonato pelo que se conseguiu.

“Devemos valorizar o facto de David Silva ter revalidado o título, o que é um orgulho para o país, e o facto de Maria Domingos ter conseguido um honroso segundo lugar”, frisou, reconhecendo, entretanto, que se esperava mais da MI Esperança Caxita do que a sétima posição.

Para Aguinaldo Jaime, problemas que eventualmente a atleta da escola Macovi vive terão influenciado no seu rendimento, baseando-se em três factores fundamentais na preparação, designadamente o técnico, o físico e o psicológico.

O antigo praticante considera a participação de Angola positiva pelos resultados obtidos em função das dificuldades na preparação e na deslocação da delegação, ainda mais por Angola ter perdido o título em feminino para o Egipto, a maior potência do xadrez em África.

Explicou que o Ranking da FIDE, estabelecido com base na média dos dez principais jogadores de cada país, é liderado pela Rússia, com média Elo de 2.738, possui 232 GM e 522 MI, sendo o Egipto o melhor país africano, ocupando o 48º lugar, com média Elo de 2.481, 4 GM e 29 MI.

Disse que Angola está classificada em 94º no Ranking internacional e em 7º no Ranking de África, com pontuação média Elo de 2.212, nenhum GM e 9 MI, atrás de Egipto, Marrocos, Tunísia, África do Sul, Zâmbia e Nigéria.

Pelos números, Aguinaldo Jaime afirmou que só considera decepção a participação de Angola no evento africano quem está pouco familiarizado com a modalidade, sendo preciso compreender que o Egipto é a maior potência em África e, curiosamente, esteve ausente nas edições da Argélia2013 e Angola2014, quando Esperança Caxita triunfou. (ANGOP)

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