Empresas instadas a colaborar na preservação do ambiente

Recolha de lixo (Foto: Vieira Aspirante)

O ambientalista Osculando de Menezes instou segunda-feira, em Luanda, as empresas geradoras de lixo no sentido de colaborarem na preservação do meio ambiente, através da gestação correcta dos resíduos sólidos, a fim de evitar a degradação da fauna e flora.

Falando à Angop sobre a problemática de focos de lixo na província e sua implicação no meio ambiente, o especialista disse ser importante que as indústrias, hospitais, escolas, lojas e outros estabelecimentos geradores de lixo criem condições para a gestão adequada e reciclagem de resíduos, visando proporcionar vida saudável a sociedade.

“Luanda esta a viver situação um pouco preocupante em termos de saneamento básico e do meio, devido a existência de focos de lixo, o que requer a contribuição de todos para por cobro a situação”, disse.

Indicou serem problemas que afligem a sociedade moderna a intensificação da industrialização e a verticalização das construções que provocam a concentração elevada de pessoas num espaço territorial relativamente pequeno.

Combinado a isso, disse, há um aumento populacional que exige maior incremento na produção de alimentos e bens de consumo directo e na tentativa de atender essa demanda o homem transforma cada vez mais matérias-primas em produtos acabados, gerando, maiores quantidades de resíduos que, dispostos em aterros e focos inadequados, comprometem o meio ambiente.

Explicou que a operação de levar um resíduo do ponto de geração até o seu destino final envolve colecta, transporte e armazenamento dentro da própria indústria, colecta e transporte até o local de tratamento ou disposição.

A fase interna, de acordo com o ambientalista é da responsabilidade da própria indústria, enquanto a fase externa é, muitas das vezes, das empresas contratadas.

“A gestão do lixo não é só um problema do Estado, deve ser também da vontade e bom senso das empresas e de toda sociedade em reciclar o seu próprio lixo, que pode contribuir para sobrevivência de algumas pessoas”, disse. (ANGOP)

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