Elite financeira mostra-se preocupada com possibilidade de Trump ser candidato

Trump em Norwalk, Iowa 20/1/2016 (REUTERS/Aaron P. Bernstein)

“Inacreditável”, “constrangedor” e mesmo “perigoso” são algumas das palavras que a elite financeira reunida no Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, tem usado para descrever Donald Trump, líder da corrida republicana para definir o candidato do partido a presidente dos Estados Unidos.

Embora alguns digam que ainda esperam que a campanha dele naufrague antes de o partido escolher o seu candidato para as eleições de Novembro, muitos dizem que não é mais impensável ele poder ser o representante republicano.

Alguns notam que, qualquer que seja o resultado final, uma campanha acalorada, que também tem visto o auto-declarado socialista Bernie Sanders proporcionar uma disputa dura para a ex-secretária de Estado Hillary Clinton na campanha para escolher o candidato democrata, poderia alterar o ambiente político norte-americano, contribuindo para um populismo raivoso dos dois lados da política dos EUA.

A retórica nacionalista de Trump, particularmente as suas propostas para proibir a entrada de muçulmanos nos EUA, taxar bens produzidos no exterior e construir um muro na fronteira com o México, nunca foi o tipo da coisa que agradaria o público em prol do livre comércio que se reúne em eventos como o fórum de Davos.

“Claramente, não é uma retórica que convida a integração”, afirmou o ministro das Finanças do Chile, Rodrigo Valdés, referindo-se aos comentários de Trump na campanha.

“No Chile, temos uma visão profunda de que integração das Américas é uma coisa boa, seja relacionada a produtos, finanças e, sim, pessoas. Então, eu estaria mais feliz com uma retórica mais acolhedora.”

Entre os presentes na Suíça estava o ex-líder republicano da maioria da Casa dos Representantes e agora vice-presidente de um banco de investimentos, Eric Cantor. Como muitos da elite do Partido Republicano, eles têm palavras frias sobre Trump.

“Ele não é sério. Ele é incrível promovendo a sua marca pessoal e reflectindo uma irritação implícita no país”, afirmou Cantor. “A febre Trump é um fenómeno insustentável que não vai se traduzir em vitória para o candidato.” (REUTERS)

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