Direita avança na Europa: As forças mais populares

(AFP 2016/ PASCAL GUYOT)

A Sputnik lista os principais partidos de direita em diferentes países europeus que podem participar na resolução dos problemas comuns de toda a Europa.

A situação na Europa se agrava cada vez mais. O problema dos refugiados e imigrantes que chegam à Europa e que se envolvem em crimes ainda não está resolvido. A imigração ilegal tem atingido uma escala sem precedentes, vários países europeus restauraram os controlos fronteiriços. Segundo a Frontex, a agência europeia de fronteiras, em 2015 mais de 1,2 milhões de refugiados e imigrantes chegaram à União Europeia. A Comissão Europeia chamou a crise actual da “mais grave desde a Segunda Guerra Mundial”. Nestas condições o palco político europeu é invadido por partidos de direita, que se propõem resolver o problema dos imigrantes à sua maneira. A Sputnik publica uma listagem dos principais partidos de direita europeus para entender qual a sua popularidade em diferentes países da Europa.

Suécia

O Partido dos Democratas Suecos é uma força conservadora de direita que se considera a si próprio “o único partido oposicionista da Suécia”. Foi fundado por representantes dos movimentos radicais de direita e nacionalistas. A sua política se tornou gradualmente mais moderada, mas as suas ligações com os neonazis ainda se reflectem sobre a sua imagem. Nas eleições de 2014, o partido obteve 12,9% dos votos e, em Dezembro de 2015, a percentagem de suecos que apoiam o partido cresceu até 17-27%, segundo várias sondagens. O indicador médio é de 21,3%, segundo o site Status.st. Agora o partido tem 49 dos 349 assentos no Parlamento sueco e dois no Parlamento Europeu, mas não está representado no governo do país.

Desde o início da crise migratória, o apoio aos Democratas Suecos aumentou 3,9%. Segundo o jornal norueguês Aftenposten, o aumento foi de 4,7%.

Ao mesmo tempo, o indicador de confiança no líder do partido, Jimmie Akesson, é o mesmo que o do primeiro-ministro sueco, Stefan Lofven. Os outros partidos do Parlamento se recusam a cooperar com os Democratas Suecos, considerando a sua política como racista. O líder do partido é o único que nunca é convidado para a cerimónia de entrega de prémio Nobel.

Noruega

O Partido do Progresso é um partido liberal-conservador que defende a limitação da imigração no país. Recentemente, a sua popularidade cresceu 4,5%, segundo o jornal Aftenposten. Em resultado de eleições de 2013, possui 29 dos 169 assentos no parlamento norueguês.

Segundo os dados do Poll of Polls, a popularidade do partido cresceu 1,2% em comparação com Novembro e 5% — com Outubro, obtendo mais 140 mil simpatizantes em apenas dois meses.

Finlândia

O Partido dos Finlandeses promove uma política de direita e, em 2015, foi a segunda força mais votada para o Parlamento. O líder do partido, Timo Soini, obteve o cargo do chanceler do país. No entanto, o apoio do partido está se reduzindo drasticamente. Em Abril, a popularidade do Partido dos Finlandeses era de 17,7%, mas em Novembro baixou para 9,8%.

Muitos habitantes do país estão descontentes com a política migratória da Finlândia devido à situação grave no mercado de trabalho e aos cortes no Orçamento.

Dinamarca

O Partido Popular Dinamarquês foi fundado em 1995. O seu líder é Kristian Thulesen Dahl. O partido possui 37 dos 179 assentos no Parlamento e é o segundo maior partido do Parlamento. Entretanto, voluntariamente não participam no governo porque querem desempenhar o papel de contrapeso na política do país. Tem quatro assentos no Parlamento Europeu.

O partido promoveu por muito tempo a ideia de introduzir o controle de passaportes na fronteira. Segundo o Aftenposten, o apoio do partido cresceu 2,3% entre Junho e Dezembro de 2015, atingindo 21,4%.

República Checa

Segundo uma sondagem realizada pelo Centro de Pesquisa da Opinião Pública (CVVM), a atitude dos checos em relação aos partidos de direita mudou ao longo de 2015.

O Partido Hnuti ANO perdeu apoio entre os eleitores, passando de 20,5% para 18,5%. O partido TOP 09, pelo contrário, viu aumentar o seu apoio – a sua popularidade cresceu de 4% para 5%. O Partido Democrático Civil também se tornou mais popular, o seu indicador de popularidade cresceu de 4,5% para 6%.

Quanto aos partidos de extrema-direita, Partido Trabalhista da Justiça Social, Democracia Nacional, Não Queremos Islão na República Checa, todos eles aumentaram o número de acções realizadas, de 7 para 44. A sua popularidade nas redes sociais também está aumentando. Por exemplo, o número de leitores da página do Não Queremos Islão na República Checa aumentou entre Dezembro de 2014 e Outubro de 2015 de 110 mil para 160 mil.

Itália

A Liga do Norte é o maior partido oposicionista do país. Segundo os dados do Ministério dos Assuntos Internos italiano, o seu apoio cresceu de 6,2%, nas eleições para o Parlamento Europeu em Maio, para 16,4% em Setembro e depois baixou um pouco para 15,5% em Dezembro. O líder do partido, Matteo Salvini, é um dos políticos mais populares da Itália, cedendo somente ao primeiro-ministro do país, Matteo Renzi.

França

A Frente Nacional, partido de direita francês, liderado por Marine Le Pen, ainda não conseguiu assumir o controle de nenhum conselho regional. Apesar disso, em números absolutos a Frente Nacional é o partido mais popular da França. No primeiro turno das últimas eleições regionais, o partido obteve uma vitória histórica, vencendo em 6 das 13 regiões do país. Em resultado destas eleições, o partido conseguiu colocar nos conselhos regionais mais candidatos do que o Partido Socialista que está no poder – 358 contra 355.

Reino Unido

O Partido de Independência do Reino Unido foi criado em 1993. O seu líder é Nigel Farage. É o maior partido britânico no Parlamento Europeu, com 22 assentos. Nas eleições parlamentares de 2015, o Partido obteve o terceiro lugar e um assento na Câmara dos Comuns (câmara baixa do Parlamento britânico). O partido exerce influência sobre a política britânica em geral, e especialmente sobre a posição do governo conservador na questão da imigração e integração europeia do país. O partido defende a saída do Reino Unido da União Europeia e o restabelecimento do controle sobre as suas fronteiras. Por isso, a sua popularidade cresce de forma rápida. (SPUTNIK)

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