Cuanza Norte: Inundações em Cambambe agravam modo de vida das populações ribeirinhas

Inundações dificultam a vida em aldeias de Cambambe (Foto: Angop)

As cheias do rio Lucala, na comuna de Massangano, município de Cambambe (Cuanza Norte), estão a contribuir para o agravamento do modo de vida das populações ribeirinhas, devido a inundação dos campos cultivados e a intransitabilidade das vias de acesso.

As aldeias de Canguenhe, Capungo, Quixoto, Cawala, Bondo e Ngola Kiluanji são as mais afectadas, uma vez que têm todas as estradas terciárias intransitáveis, usando como recurso a via fluvial por intermédio de pequenas lanchas motorizadas.

Em consequência disso, segundo populares entrevistados pela Angop, os preços dos transportes aumentaram, passando de 500 Kwanzas pagos por estrada — 15 quilómetros entre as localidades de Ngola Kiluanji e Cassoalala– para mil e 500 Kwanzas por via fluvial.

Teresa Alexandre, moradora da aldeia de Canguenhe, disse tratar-se de uma situação difícil de enfrentar, pois, além do aumento da procura dos transportes motivada pelas inundações, os transportadores evocam igualmente a subida dos preços dos combustíveis como factor deste aumento de preço.

A fonte precisou que triplicaram-se os custos da viagem por pessoa assim como da bagagem, deixando os aldeões sem alternativas, dado que as estradas continuam cobertas de água, uma situação que pode ocorrer até ao princípio da época de cacimbo.

Por sua vez, Margarida Cristóvão, da aldeia de Capungo, associa a actual situação ao avançado estado de degradação das vias que ligam as diferentes comunidades à estrada nacional número 230, que não beneficiam de qualquer reabilitação há vários anos.

Em seu entender, caso as estradas fossem reabilitadas o impacto das enchentes seria menor.

Já Madalena Luís, residente de Ngola Kiluanji, antevê dias difíceis para a sobrevivência das famílias com a completa inundação dos campos cultivados, estando agora os aldeões sujeitos a adquirir os víveres no mercado informal. “Isto não será fácil dada a alta dos preços dos principais produtos”, sublinhou.

Lamentou o facto de a situação ocorrer numa altura em que as famílias procuram enveredar mais pelo consumo de produtos do campo e obter rendimentos por via da diversificação da produção local.

Madalena Luís sublinhou que muitos comerciantes aproveitam-se da situação para a especulação dos preços. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA