Cuanza Norte: Administrador considera crítica situação das cheias em Massangano

Cheias fustigam a comuna de Massangano (Foto: Angop/Arq)

O administrador municipal de Cambambe, província do Cuanza Norte, Francisco Manuel Diogo, caracterizou nesta quarta-feira como crítica a situação dos campos agrícolas na comuna de Massangano, provocada pelo transbordo dos rios Kwanza e Lucala.

Ao falar à imprensa no final de uma visita aérea de avaliação dos estragos provocados pelas inundações, disse que os camponeses e agricultores da região poderão conhecer graves prejuízos, pelo facto de grande parte das culturas se encontrarem submersas, situação que irá afectar as suas economias.

Apontou as aldeias de Lola, Maculumbi, Quixingango, Quixoto, Capungo, Canguenhe e Nova Oeiras como as mais atingidas, estando esta última isolada das demais, devido ao desabamento de um aqueduto na única via de acesso à localidade de Cassoalala.

Referiu que a avaliação feita, conjuntamente com efectivos da comissão provincial de protecção civil e bombeiros, demonstrou o quão as populações das aldeias apontadas vivem dias difíceis, muitas delas a verem desabadas as suas residências pelas águas.

Para o administrador, apesar de não se ter ainda concluído a avaliação dos estragos, os populares se encontram numa condição de carência, pelo facto de muitas famílias estarem abrigadas em tectos improvisados, numa altura em que continua a chover com alguma frequência em todo o município, sendo por isso necessária a mobilização da sociedade na prestação de apoios às vítimas.

Informou que uma equipa municipal se desloca por via fluvial nos próximos dias àquela comuna com vista a aferir pormenorizadamente os estragos causados pelas inundações, receando que nos meses de Março e Abril a situação se agrave ainda mais.

O comandante provincial do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, João António Cassule, que integrou a comitiva, garantiu a prestação de apoios diversos às famílias atingidas dentro dos próximos dias, numa acção combinada com o governo do Cuanza Norte, no sentido de se atenuar as suas necessidades.

Realçou que localmente existe já alguma logística criada no âmbito da prevenção contra calamidades naturais e que espera seja reforçada nos próximos tempos, para que as populações não sintam com muita gravidade os estragos das inundações.

A par destas acções, disse, o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros tem vindo a desenvolver campanhas de sensibilização visando o reassentamento de algumas famílias em zonas de maior segurança através da implantação de residências com materiais locais. (ANGOP)

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