Crise económica não afectará obras da barragem de Cambambe

Betonagem da caixa aspiral da primeira turbina da central dois da barragem de Cambambe (Foto: Moisés Francisco/Arquivo)

O Secretário de Estado da Energia, Joaquim Ventura, assegurou nesta quinta-feira, em Cambambe que a actual conjuntura económica do país em nada afectará a construção da segunda central de energia eléctrica da barragem de Cambambe, situada no Cuanza Norte.

Falando à jornalistas no final de uma visita de constatação das obras do empreendimento, disse que a ampliação da barragem de Cambambe faz parte de um programa específico do Executivo Angolano assegurado por uma linha de crédito fora do Orçamento geral do Estado (OGE), estando a sua execução a decorrer dentro do cronograma estabelecido inicialmente.

Referiu que em observância ao plasmado no contrato, o empreiteiro continua a executar as obras sem grandes constrangimentos. “Ao que tudo indica, no mês de Junho entra em funcionamento o primeiro grupo gerador de energia e até Dezembro deste ano os restantes três”, garantiu.

“Neste momento, os trabalhos entraram na sua fase mais crítica tendo em conta a afixação definitiva, nas respectivas cavidades, dos diferentes equipamentos, o que exige de todas as equipas envolvidas maior atenção, daí que estão asseguradas todas as condições para a prossecução da empreitada sem embaraços”, continuou.

Quando concluída, a central “dois” terá uma capacidade instalada para 700 Megawotts (MW), 175 dos quais com a entrada em serviço, no mês de Junho, da primeira turbina, os quais se juntarão aos 260 da primeira central já existentes, esclareceu.

Para o escoamento da energia a ser produzida o projecto contempla três subestações, sendo uma com capacidade para 400 Quilovolts (Kv), destinada ao reforço do circuito Cambambe/Luanda, com ramal para Catete, enquanto a de 220 kv se destina à alimentação das linhas de Cambambe/Ndalatando (Cuanza Norte), Gabela (Cuanza Sul), Luanda e Benguela.

Será criada uma linha para abastecer a vila de Calulo, sede do município de Libolo (Cuanza Sul), incluindo a alimentação de todos os bairros ao longo do trajecto a partir de Cambambe, visando potenciar as comunidades, proporcionando deste modo condições para o desenvolvimento multiforme com ligações domiciliares e a criação de pequenas e médias empresas no meio rural.

Quanto à subestação de 60 Kv, estará reservada ao abastecimento de energia ao Dondo, sede do município, à Cassoalala e às sedes comunais de Zenza-do-Itombe e Massangano, sendo que as três últimas comunidades beneficiarão desse bem pela primeira vez.

O responsável esclareceu que todos estes investimentos estão consagrados no programa de ampliação da barragem, muitos deles já em marcha, em paralelo com as obras de geração de energia. (ANGOP)

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