Conselho de Segurança da ONU prepara “medidas suplementares” contra Coreia do Norte

Conselho de Segurança da ONU condena a Coreia do Norte Foto: Jason Szenes/EPA

O Conselho de Segurança das Nações Unidas “condenou firmemente” o novo ensaio nuclear da Coreia do Norte e vai preparar “medidas suplementares” contra Pyongyang.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas “condenou firmemente” o novo ensaio nuclear da Coreia do Norte e vai preparar “medidas suplementares” contra Pyongyang.

Numa declaração adotada por unanimidade, os 15 países-membros do Conselho, incluindo a China aliada de Pyongyang, consideram o teste como uma clara ameaça à paz e segurança internacionais” e indicaram ter decidido “começar a trabalhar imediatamente sobre essas medidas”, que serão inseridas “numa nova resolução do Conselho de Segurança”.

O embaixador uruguaio Elbio Rosselli, que ocupa em janeiro as funções de presidente, recordou que o Conselho tinha ameaçado adotar “novas e significativas medidas” em caso de violação por Pyongyang das resoluções da ONU sobre novos testes nucleares.

“Em consonância com este compromisso e pela gravidade desta violação, os membros do Conselho de Segurança vão começar a trabalhar de imediato em semelhantes medidas numa nova resolução do Conselho de Segurança”, disse Rosselli.

Apesar de não especificar as medidas adicionais, outros diplomatas confirmaram que estava a ser considerado associar novos nomes à lista de sanções.

A Coreia do Norte garantiu hoje ter efetuado “com sucesso” um ensaio com uma bomba de hidrogénio miniaturizada, um anúncio que a ser confirmado permitirá o ambicionado reforço do arsenal nuclear do isolado país asiático.

O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, referiu-se a um teste “profundamente perturbante e desestabilizador para a segurança regional” e em violação das numerosas resoluções do Conselho.

Três anteriores testes, em 2006, 2009 e 2013 implicaram a aprovação e aplicação de diversas sanções dirigidas ao regime norte-coreano.

Atualmente, existem um total de 20 entidades e 12 nomes individuais na “lista negra” das sanções da ONU. (Agência Lusa – Observador)

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