Chefe de Estado angolano defende diálogo como factor de aproximação entre nações

Presidente José Eduardo dos Santos (Foto: F. Miud/Arq)

O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, defendeu hoje, sexta-feira, em Luanda, que no mundo global e plural onde vivemos, a concertação, o diálogo e a negociação, motivados por uma firme vontade política, devem ser o principal factor de aproximação e de relacionamento entre os estados e as nações.

“Acredito, com efeito, que o espírito de abertura para o diálogo, a tolerância e a prevalência da razão ou do bom senso são a chave para a resolução dos problemas que hoje afectam a humanidade”, declarou o estadista angolano, ao discursar na tradicional cerimónia de Cumprimentos de Ano Novo por parte do corpo diplomático acreditado em Angola.

Frisou que o “mundo inteiro atravessa um período de crise económica e financeira, que é agravada pela proliferação de conflitos e guerras locais e sub-regionais, de que decorrem consequências humanitárias e materiais graves”.

De acordo com o Presidente José Eduardo dos Santos, os conflitos no Médio Oriente, por exemplo, e a intensificação do terrorismo em particular, são aqueles que, pela sua dimensão e envolvimento, têm merecido maior atenção mundial.

“É urgente que se obtenha uma solução abrangente e inclusiva capaz de lhe pôr fim e de assim viabilizar a estabilidade de toda a região e remover a causa principal do crescimento do número de refugiados que se dirigem para a Europa”, sublinhou.

A seu ver, os conflitos candentes em África são a principal preocupação para a paz e desenvolvimento do continente, pelo que tanto as Nações Unidas como a União Africana devem dedicar especial atenção às crises e conflitos na Líbia, no Mali, na República Centro-Africana, no Sudão, no Sudão do Sul, na Somália e no Burundi.

Para o Presidente angolano, a paz deve ser a primeira prioridade para todos os países e em todos os continentes, para que não se comprometa o destino comum de progresso, desenvolvimento e harmonia entre os povos.

Neste contexto, salientou, “saudamos a decisão da União Africana de declarar 2016 como Ano Africano dos Direitos Humanos, com destaque para os Direitos da Mulher”.

Por outro lado, considerou que a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP21), em Paris, foi um grande acontecimento a favor da preservação do ambiente a nível de todo o planeta e da luta contra as mudanças climáticas e seus efeitos, por terem sido adoptadas, pela primeira vez, medidas efectivas com vista a prevenir e fazer reverter o processo de aquecimento global.

Isso, afirmou o estadista, demonstra que só com a concertação e a participação de todos é possível fazer frente aos actuais problemas da humanidade, em especial a queda dos preços das matérias-primas e em particular do preço do petróleo no mercado internacional, “que constitui um dos factores recentes que mais afecta, negativamente, os esforços de recuperação dos países subdesenvolvidos e de desenvolvimento médio”. (ANGOP)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA