“Caso Kalupeteca”: juiz recua e permite que a Defesa fale com os réus

José Julino Kalupeteka (REUTERS)

No segundo dia de julgamento do “caso Kalupeteca”, o Tribunal do Huambo começou a ouvir os réus, confirmada que está a reconstituição dos crimes imputados pelo Ministério Público.

A sessão desta terça-feira começou com o juiz a impedir que os réus mantivessem contactos com o advogado, mas um recurso da Defesa à Constituição acabou por repor a legalidade.

De forma isolada, começaram a ser ouvidos o líder da seita A Luz do Mundo, José Julino Kalupeteca, e de outros 10 seguidores seus, acusados de nove homicídios qualificados e de crimes de danos e resistência.

Os jornalistas, presentes numa sala sem capacidade para receber todos os interessados nas audiências, não puderam gravar os depoimentos.

O Tribunal procurou igualmente evitar que os réus mantivessem contactos com o seu advogado.

Indignado, David Mendes recorreu à Constituição para mostrar ao juiz que a carta magna não dá consistência a esta solicitação, tendo o magistrado recuado na sua posição.

Ontem, David Mendes tinha visto o juiz Afonso Pinto autorizar, após vários impedimentos, a sua deslocação ao Monte Sumi, onde morreram polícias e civis em número indeterminado em Abril de 2015. (VOA)

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