Cabo Verde: abertura de alambiques para o grogue

Campos de cana de açúcar em Santo Antão, Cabo Verde (RFI/Miguel Martins)

A partir desta sexta-feira, os produtores de aguardente de cana-de-açúcar podem abrir os alambiques e começar a produzir a bebida alcoólica – conhecida como Grogue e que resulta da destilação do mosto da cana-de-açúcar fermentado de forma natural.

A orientação para abrir os alambiques foi emitida pela Inspecção-geral das Actividades Económicas
Um dos maiores produtores de grogue de Santo Antão, João do Carmo, com mais de 50 anos de experiência na produção da bebida vê com bons olhos a pretensão do Governo de fazer com que o grogue seja produzido com qualidade e seja uma referência no mercado internacional.

Os alambiques para a produção do grogue estavam selados desde 12 de Agosto passado, altura em que encontrou em vigor a nova lei que regula a produção e comercialização do grogue introduzindo maior rigor e fiscalização.

A partir de agora, a aguardente só será produzida com cana sacarina e o período de industrialização decorre até 31 de Maio.

Até antes da entrada em vigor da nova lei do grogue a produção e comercialização da bebida no país tinha fraco controlo de qualidade, muitas vezes os produtores não respeitavam as técnicas adequadas para o seu fabrico.

Ao longo do mês de Dezembro a Agência de Regulação e Supervisão de Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA) realizou várias acções de sensibilização e formação em Boas Práticas de Produção de Aguardente de Cana-de-açúcar, com mais de 350 produtores do grogue em Santo Antão, São Nicolau e Santiago, ilham com forte tradição no fabrico da bebida alcoólica. (RFI)

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