Burundi: Negociações de paz adiadas ‘sine die’

Situação muito difícil num dos países mais pobres da África Central Foto: Dai Kurokawa/EPA

Representantes do governo do Burundi e da oposição disseram que as negociações de paz não começarão na quarta-feira como estava previsto, sem adiantarem qualquer data para a sua realização.

Representantes do governo do Burundi e da oposição disseram que as negociações de paz não começarão na quarta-feira como estava previsto, sem adiantarem qualquer data para a sua realização.

O pequeno país da África central mergulhou na violência desde que em abril o presidente Pierre Nkurunziza anunciou a sua intenção de se candidatar a um controverso terceiro mandato, que conquistou em eleições em julho.

Após negociações no mês passado no Uganda (o diálogo entre as duas partes está a ser mediado pelo presidente ugandês, Yoweri Museveni), foi anunciado que as discussões seriam retomadas a 06 de janeiro na cidade tanzaniana de Arusha.

Mas a delegação do governo do Burundi disse que não foi conseguido um consenso até agora e o chefe de imprensa presidencial, Willy Nyamitwe, confirmou hoje que a delegação não comparecerá.

A coligação da oposição CNARED também disse que não estará presente. O porta-voz Pancrace Cimpaye referiu que os delegados “ainda não foram convidados”, nem lhes foi indicada qualquer data para o recomeço das negociações.

“O governo do Burundi escreveu a 30 de dezembro à ‘facilitação’ ugandesa para lhe pedir um adiamento do diálogo para 15 de janeiro, esperamos a resposta”, disse à agência France Presse um alto responsável da presidência do Burundi que não quis ser identificado.

A CNARED reagrupa o essencial da oposição no Burundi, que considerou o terceiro mandato de Nkurunziza contrário à Constituição e ao Acordo de Arusha que pôs fim à guerra civil (1993-2006).

A violência continua no país, após um golpe de Estado falhado em maio, seis semanas de manifestações reprimidas com dureza e a reeleição do presidente.

No final de janeiro, uma cimeira dos chefes de Estado da União Africana deve pronunciar-se sobre o envio de uma força militar para o Burundi. (Agência Lusa/Observador)

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