Benguela: Governo quer reduzir número de crianças fora do sistema de ensino

Isaac dos Anjos-Governador da provincia de Benguela (Foto: António Escrivão)

O governador provincial de Benguela, Isaac dos Anjos, sublinhou nesta sexta-feira o trabalho empenhado das autoridades na construção de infraestruturas escolares para que mais crianças tenham a oportunidade de estudar, com vista à redução do número de alunos fora do sistema de ensino.

Falando na cerimónia da abertura do ano lectivo de 2016, o governador Isaac dos Anjos indicou que, apesar da meta do governo em diminuir a cifra de alunos fora do sistema de ensino, o sector da Educação debate-se ainda com a insuficiência das infra-estruturas, dado o crescimento significativo da população escolar.

“O número de salas novas existentes ainda não é satisfatório devido à demanda [de alunos] ”, disse, assegurando, no entanto, que o governo vai diminuir a quantidade de alunos (não especificou) fora do sistema de ensino, principalmente, na periferia do município de Benguela (o mais populoso da província com pouco mais de 513 mil habitantes).

Só para citar um exemplo, o governante informou que no 2º ciclo do ensino secundário (10ª, 11ª e 12ª classe), cerca de oito (8) mil alunos não terão enquadramento neste ano lectivo, num total de mais de 30 mil novos ingressos, adiantando ser essa “a razão principal da necessidade de se construir mais escolas” para fazer face ao crescimento do efectivo escolar.

Isaac dos Anjos enfatizou, também, o importante papel da comissão de pais e encarregados de educação, por isso, defendeu a conjugação de sinergias com as escolas no intuito de minimizar as despesas no sector da Educação para o ano lectivo de 2016.

Anunciou que uma delegação de Benguela já foi enviada ao Namibe para, com o sector local da Educação, colher experiências de como tem estado a evoluir o apoio das comissões de pais e encarregados de educação nas instituições escolares.

Diz que o Executivo angolano, ciente de que o desenvolvimento de qualquer país depende do homem, prioriza a formação do homem nas mais diferentes facetas de conhecimento, do ponto de vista técnico-científico, para realização exitosa dos planos e programas de desenvolvimento socioeconómico.

A Angop apurou que o governo pôs já em marcha um plano para aumentar as infraestruturas em 2016, com particular relevo para o município de Benguela, onde, além do Instituto Médio Agrário Joaquim Kapango (inaugurado nesta sexta-feira, 29), também entram em funcionamento este ano lectivo as escolas do 1º ciclo do ensino secundário “Paulo Teixeira Jorge” (ex-liga), “Tomás Ferreira” e “Comandante Valódia”, alvo de obras de reabilitação e ampliação.

No ensino médio, por exemplo, a expectativa das autoridades é de que sejam concluídas, ainda neste ano, as obras de construção dos Institutos Médios do Cubal, Balombo e Baía Farta, além das do Magistério Primário de Benguela (um estabelecimento especializado de formação de professores para o ensino primário) e do Instituto Médio de Educação Física
de Benguela.

Neste ano lectivo, cujas aulas arrancam segunda-feira (1 de Fevereiro), a província de Benguela vai contar com cerca de um milhão de alunos matriculados em diferentes subsistemas de ensino geral, sendo que mais de 100 mil destes representam novas matrículas, num universo de 1.245 escolas, entre públicas, comparticipadas e privadas. (ANGOP)

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