Benguela: Chuvas deixam camponeses sem culturas

Director dos Serviços Prisionais do Namibe, Samuel Jamba (esq) com o governador Isaac dos Anjos (VOA / Armando Chicoca)

Em Benguela, mais de quatrocentos camponeses ficaram sem as suas culturas em consequência das últimas chuvas, prevendo-se que as autoridades sejam obrigadas a distribuir apoio alimentar.

Os efeitos da subida do nível das águas no complexo hídrico do Dungo, no Cubal, são ainda provisórios, daí que o Governo esteja preparado para o pior.

Três dias de chuva intensa fizeram transbordar a bacia do Dungo, alimentada por sete rios.

Do Cubal, a 140 quilómetros da sede da província, chega o grito de socorro dos 450 camponeses que trabalham nas imediações do complexo.

Um popular da comunidade refere que a semente lançada à terra não dará frutos. A bacia, com sete quilómetros de cumprimento e três de largura, vai obrigando a movimentações de populares, tal é o nível das enchentes.

‘A barragem encheu e neste momento toda a área cultivada está entalada devido à água. Na comuna da Yambala, há pessoas que se deslocam de uma área para outra. Pedimos ajuda, primeiro para abrir comportas, e depois alimentos, isto porque toda a alimentação foi afectada’, lamentou.

O administrador do Cubal, Carlos Guardado, não tem dúvidas de que as ajudas alimentares são a solução para o problema que se coloca.

‘A julgar pelo nível de cheias, é natural que as culturas tenham sido inundadas. Estamos no levantamento e tão-logo seja possível vamos apoiar com ajuda alimentar. Ainda é cedo, as consequências podem ser maiores’, refere.

As enchentes no Dungo fizeram soar o alarme também no município de Benguela, tendo em conta a ligação ao Cavaco, um rio bastante problemático. Tem a palavra o administrador municipal, Leopoldo Muhongo.

‘Tendo em conta os acontecimentos de Março do ano passado, estamos preocupados. Por isso começámos a construir de forma imediata os diques que ajudarão a regularizar o escoamento das águas’, sustenta Muhongo, que acredita no sossego para as populações ribeirinhas.

O governador de Benguela, Isaac dos Anjos, esteve no local a constatar a realidade. (VOA)

por Moniz Francisco

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