Benguela: Administração da Baía Farta anuncia retirada de moradores de zonas de risco

As margens do rio Cavaco, em Benguela são zonas de risco por causa das enchentes Foto: António Lourenço - Angop

Baía Farta – A população, que vive em zonas de risco no município da Baía Farta, serão reassentadas em lugares seguros nos próximos dias, visando garantir a sua protecção contra as eventuais calamidades nesta época chuvosa, informou terça-feira, o administrador local, Maria João.

A medida foi tomada na 1ª reunião ordinária da administração da Baía Farta, orientada pela administradora municipal, Maria João, e que aprovou o relatório de balanco de 2015 e o plano de acções para 2016, além de analisar a situação epidemiológica do município e o abastecimento de água e energia elétrica.

Segundo disse, os serviços técnicos e administrações comunais foram orientados a trabalhar na identificação de locais, para onde serão transferidas as populações que serão retiradas das zonas de risco.

Maria João afirmou que a administração municipal orientou à direcção lmunicipal dos serviços técnicos e administrações comunais para que comecem a trabalhar na identificação de espaços para serem loteados e cedidos aos moradores que serão afectados por essa medida.

De igual modo, pediu aos órgãos referidos celeridade na cedência de terrenos para auto-construção dirigida, principalmente para aquelas pessoas que já pagaram a titularidade nas finanças.

Na Baía Farta, as últimas cheias do rio Coporolo isolaram mais de 12 mil habitantes, na povoação do Luacho, destruíram cinco residências no Canto e deixaram vários hectares cultivados devastados, na comuna do Dombe-grande, 65 quilómetros da cidade de Benguela.

Na Kalohanga, outra comuna da Baía Farta, o transbordo do rio Coporolo destruiu 24 hectares de produtos diversos, arrastou duas motobombas e 400 toneladas de milho, além de deixar submerso o sistema de produção de água na sede comunal onde houve, ainda, a morte de sete cabeças de gado bovino por descarga elétrica de raio.

Por outro lado, na comuna da Equimina, 125 quilómetros da sede da Baía Farta, as chuvas destruíram três residências e cortaram, por três dias, a circulação de pessoas para a sede comunal. (Agência Angop)

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