Assembleia Nacional Popular guineense palco de embate político do PAIGC

(RFI/Carine Frenk)

Até aqui era dada como certa a ausência dos militares no debate político, mas o PAIGC, que ontem reuniu o seu Comité Central, denuncia uma alegada ingerência dos militares na crise política.

A Assembleia Nacional Popular vai ser amanhã palco do embate político entre o PAIGC e o grupo de 15 deputados que foram expulsos do partido e ameaçam inviabilizar o Governo.

O PAIGC afirma que o grupo de deputados dissidentes e expulsos do partido no poder na Guiné-Bissau teria estado sob forte escolta militar na sua deslocação a zona leste do país ontem, sábado 16 de Janeiro.

Segundo o PAIGC, a presença dos soldados do batalhão de Bafatá na escolta aos deputados dissidentes, teria sido ordenada pelo Presidente guineense, José Mário Vaz.

Apesar da turbulência, o partido liderado por Domingos Simões Pereira, acredita que vai levar a legislatura até ao fim, em 2018, e que o programa do Governo será aprovado no Parlamento amanhã, segunda-feira dia 18 de Janeiro.

O grupo de deputados expulsos do PAIGC diz que não se desarma e que vai iniciar um processo visando a destituição de Cipriano Cassamá do cargo de presidente do Parlamento.

A Liga Guineense dos Direitos Humanos é que não tem dúvidas; a decisão de caçar os mandatos aos 15 deputados dissidentes é ilegal e inconstitucional pelo que podem perfeitamente estar no hemiciclo amanhã.

O Movimento de Cidadãos Conscientes e Inconformados foi lançado ontem em Bissau e estão a organizar um protesto para manhã contra a situação política no país, (RFI)

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