Apelos de religiosos e políticos à Paz em Moçambique

Igrejas e políticos voltam a falar na paz e reconciliação em Moçambique no novo Ano 2016 (DR)

O Ano Novo 2016 arranca em Moçambique com novos apelos à paz e à reconciliação entre a Renamo e o governo da Frelimo, apelos lançados por religiosos de diferentes confissões e políticos, como o próprio, Presidente Filipe Nyusi.

Os moçambicanos querem relançar a política de paz e reconciliação entre as duas principais forças político-militares do pais, a Renamo e o governo da Frelimo, neste novo ano que arrancou, com apelos nesse sentido de políticos e religiosos de diferentes confissões.

Apelos de religiosos que se inscrevem na mensagem global à paz no mundo, do Papa católico Francisco, numa altura em que ao nível político, a Renamo, defende negociações com o apoio mediadores da igreja católica, como aconteceu no passado, em 1992, quando a comunidade católica de Santo Egídio, mediou os acordos de paz entre a Frelimo e a Renamo.

Do lado da Frelimo, o Chefe de estado, Filipe Nyusi, prometeu na sua mensagem à nação de novo Ano, “trabalho árduo de todos para o novo ano seja mais risonho, na paz, solidariedade e na concórdia”.

Enfim, nos círculos religiosos, a comunidade muçulmana, apoia os apelos de Igrejas cristãos, nomeadamente, do Papa Francisco, mas, mostra-se também disponível para dar a sua contribuição à paz, já que Moçambique, é plural em matéria religiosa.

“A própria Renamo diz querer mediadores da Igreja católica romana e entretanto a Igreja católica não é a única confissão religiosa em Moçambique.”

“Nós também queríamos dar o nosso contributo para se realizar esta paz que todos almejamos”, declarou em entrevista, à RFI, Aminuddin Mohamad, Presidente Presidente do conselho islâmico de Moçambique. (RFI)

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA