Antigos Combatentes visitam Museu de História Militar

Material Bélico existente no museu de História Militar (Foto: Angop/Arquivo)

Cento e sete antigos combatentes e veteranos de guerra visitaram, sexta-feira, o Museu Nacional de História Militar, para recordar e conhecer melhor as fases de luta de libertação nacional que culminou com a independência do país.

Os antigos combatentes, entre os quais nove mulheres, percorreram o museu numa visita guiada, na qual receberam explicações sobre o acervo museológico constituído por material tangível e intangível que datam dos séculos XVII, XVIII e XIX até aos nossos dias.

A visita foi organizada pela Repartição Distrital do Kilamba Kiaxi para os Assuntos Sociais em alusão ao dia 15 de Janeiro, dedicado aos Antigos Combatentes.

O administrador adjunto do Distrito Urbano do Kilamba Kiaxi, António Domingos, também acompanhou a visita.

Os antigos combatentes elogiaram a iniciativa e afirmaram que a mesma é um reconhecimento do papel que desempenharam para a independência do pais e permitiu que aumentassem os conhecimentos sobre a história da luta para a libertação nacional.

No museu encontram-se material bélico e outros objectos usados por angolanos na luta contra a repressão colonial, pelos movimentos nacionais de luta para a libertação de Angola e pelos colonialistas portugueses para subjugar o povo, uns de fabrico artesanal, russo, italiano, americano e britânico.

Existem também fotografias de algumas figuras históricas angolanas que lutaram contra o jugo colonial português como Mandume, Ekuiki I e Nzinga Mbamdi, que também tem uma grande escultura longa após a estrada do museu.

Estão também no local algumas esculturas de figuras de destaque na historial colonial de Angola como Paulo Dias de Novais, Diogo Cão , Luís de Camões, Salvador Correia, Pedro Alexandrino de Cunha e Henrique de Carvalho.

Estas peças encontravam-se em alguns largos em Luanda e foram guardadas no museu para protecção, porque estavam a ser vandalizadas.

Consta ainda do acervo do museu, os primeiros carros usados pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, quando esteve no exílio, depois de chegar ao pais e o armão militar que transportou os seus restos mortais do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro até ao Palácio Presidencial.

Entre as várias salas do museu, desperta a atenção do visitantes a Casa Mata Central, cujas paredes estão revestidas de azulejos com desenhos que retratam a história de Angola desde a chegada dos primeiros portugueses na foz do rio Zaire, o baptismo do primeiro angolano que se converteu ao cristianismo e visita de rainha Nzinga Mbamdi a Luanda para tratar da paz em Angola.

O Museu Nacional de História Militar, ex- fortaleza de S.Miguel, foi construído em 1848. A primeira pedra para a construção foi lançada em 1776 por Paulo Dias de Novais. Antes designava-se Museu Central das Forças Armadas e em 2005, após completa reabilitação, o nome foi alterado para Museu Nacional de História Militar. (ANGOP)

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