Abertura dos mercados: Petróleo sobe após novos mínimos. Bolsas descem mais de 1%

(Negocios)

As bolsas europeias negoceiam em queda, prolongando o pessimismo que dominou a sessão de Wall Street. O petróleo, que já tocou novos mínimos de 2004, segue em alta ligeira. O euro cai.

Os mercados em números
PSI-20 desliza 1,97% para 5.045,66 pontos

Stoxx 600 cai 1,26% para 340,30 pontos

Nikkei desvalorizou 2,68% para 17.240,95 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1 ponto base para 2,681%

Euro recua 0,03% para 1,0874 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,3% para 30,34 dólares o barril

Bolsas europeias desvalorizam mais de 1%

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quinta-feira, 14 de Janeiro, prolongando o sentimento negativo de Wall Street, que se traduziu numa descida de 2,5% do S&P500. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, cai 1,26% para 340,30 pontos.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desliza 1,97% para 5.045,66 pontos, pressionado sobretudo pela Nos e pela Galp Energia. A Nos perde 2,25% para 6,905 euros e a Galp Energia recua 2,42% para 9,249 euros.

Juros da dívida sem tendência definida
Os juros da dívida dos países europeus seguem sem uma tendência definida, variando entre as descidas e as subidas pouco acentuadas. Em Portugal, a ‘yield’ associada às obrigações a dez anos avança 1 ponto base para 2,680%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros descem 0,4 pontos base para 1,771%.

Euro cai face ao dólar. Libra toca mínimo de 11 meses

A moeda única europeia está a cair 0,03% para 1,0874 dólares. O euro desvalorizou face à divisa norte-americana em quatro das últimas cinco sessões. Já a libra tocou em mínimos de Fevereiro face ao euro, antes da primeira decisão de política monetária de 2016 do Banco de Inglaterra. A libra segue pouco alterada em 75,41 pence por euro, depois de ter negociado em 75,71 pence, o nível mais baixo dos últimos 11 meses.

O zloty polaco desce 0,15% para 4,3457 por euro. Segundo estimativas publicadas pelas Bloomberg, a divisa polaca deverá cair mais de 3% em 2016, de acordo com o Barclays, penalizada pelas políticas “populistas” do novo Governo.

Petróleo sobe após novos mínimos

O petróleo está a negociar em alta, depois de já ter atingido novos mínimos na sessão desta quinta-feira. O Brent chegou a negociar em 29,73 dólares por barril, devido à especulação de que as sanções impostas ao Irão podem ser levantadas na próxima segunda-feira, abrindo caminho ao aumento das exportações de crude do país e, consequentemente, ao agravamento do excesso de oferta no mercado.

Por outro lado, os dados da Administração de Informação de Energia, revelados ontem, mostram que as reservas de crude dos Estados Unido aumentaram em 234 mil barris na semana passada.

A matéria-prima inverteu a tendência de queda após os ataques terroristas na Indonésia. Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, ganha 0,72% para 30,70 dólares por barril, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe 0,03% para 30,34 dólares.

Ouro e prata em queda

O ouro está a perder terreno esta quinta-feira, depois de ter valorizado quase 5% na primeira semana deste ano, devido à forte turbulência nos mercados accionistas e à descida dos preços das matérias-primas, que levaram os investidores a procurar activos considerados mais seguros, como é o caso do ouro. O metal precioso desce 0,37% para 1.089,56 dólares por onça enquanto a prata cai 0,67% para 14,0667 dólares.

Destaques do dia

Venda da Açoreana feita em contra-relógio. Até ao final de Janeiro a antiga seguradora do Banif necessita de um aumento de capital de 50 milhões de euros. Para encontrar solução para a Açoreana, supervisor dos seguros assumiu rédeas do processo de venda. Allianz, Apollo e Caravela estão na corrida.

Governo e BCE deixam Carlos Costa isolado no Novo Banco. O Governo afastou-se da decisão de transferir dívida do Novo Banco para o BES em Londres (Bloomberg). O BCE rejeitou qualquer intervenção (Reuters). Os fundos atacam o regulador (FT). É o tabuleiro em que o governador foi deixado sozinho.

Laginha de Sousa: China é uma perturbação normal. A turbulência nos mercados causada pela China no arranque do ano faz parte da realidade das bolsas, diz o presidente da bolsa de Lisboa, defendendo que o importante são as perspectivas de longo prazo.

Fed de Boston avisa que trajectória de subida dos juros pode estar em risco. A quebra das estimativas para o crescimento da economia dos Estados Unidos pode fazer com que a trajectória pretendida para a subida gradual dos juros fique em causa. É o presidente da Fed de Boston que faz o alerta.

Fed: Economia dos EUA mantém ritmo de crescimento, mas remunerações seguem estáveis. O Livro Bege dos EUA revela que a economia do país continua a crescer e o mercado laboral a dar sinais de melhoria. Já as remunerações continuam estáveis, bem como as pressões inflacionistas.

Um terço das petrolíferas dos EUA pode falir. Com as sucessivas quedas do petróleo, o principal efeito colateral são as empresas do sector. Um estudo da Wolfe Research aponta que um terço da indústria nos EUA poderá declarar falência ou avançar para uma reestruturação.

O que se passava da última vez que o petróleo baixou dos 30 dólares? A queda acentuada dos preços levou a matéria-prima a baixar da fasquia dos 30 dólares em Nova Iorque, nos EUA. Há mais de 12 anos que a cotação não tocava num valor tão baixo. Era uma realidade diferente da de agora. Veja o que se passava à data.

O que vai acontecer hoje

Banco de Inglaterra. Reunião de política monetária do banco central do Reino Unido.

JP Morgan. Publicação de resultados trimestrais.
Eurogrupo. Reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.
Alemanha. PIB em 2015.
INE. Actividade dos Transportes, no terceiro trimestre.

BCE. Banco Central Europeu divulga relatos da reunião de 2 e 3 de Dezembro. (Jornal de Negocios)

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