Abertura dos mercados: Bolsas dão início ao novo ano em queda. Euro e petróleo em alta

(Negocios)

As bolsas europeias arrancaram o ano de 2016 em terreno negativo, acompanhando a tendência verificada já no continente asiático. Por outro lado, o euro está a ganhar terreno face ao dólar. E o petróleo está a valorizar.

Os mercados em números

PSI-20 desce 1,81% para 5.217,19 pontos

Stoxx 600 cai 1,86% para 359,00 pontos

Nikkei desvalorizou 3,06% para 18.450,98 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos cede 3,2 pontos base para 2,484%

Euro sobe 0,79% para 1,0942 dólares

Petróleo em Londres cresce 0,67% para 37,53 dólares o barril

Bolsas europeias arrancam ano em terreno negativo

As principais bolsas europeias arrancaram a primeira sessão bolsista do ano em terreno negativo. Este comportamento dos índices do Velho Continente tem lugar depois de uma sessão de perdas no continente asiático. As praças japonesas encerraram no vermelho, com o Nikkei a desvalorizar 3,06% e o Topix a cair 2,43%. Na China, a queda de 7% dos índices levou a bolsa a utilizar, pela primeira vez, o mecanismo automático de suspensão das negociações, criado para travar fortes volatilidades no mercado.

Foi o pior arranque do ano para a bolsa chinesa, um mercado de sete biliões de dólares. Um arranque que reagiu aos dados macroeconómicos conhecidos no fim-de-semana sobre a actividade industrial chinesa, que contraiu pelo quinto mês consecutivo, a mais longa série de contracção desde 2009. O indicador que mede as compras dos gestores foi de 49,7 no mês passado, abaixo das estimativas, face aos 49,6 de Novembro, o mínimo de três anos. O PMI (índice que resulta do inquérito aos gestores de compras das empresas) industrial de Caixin teve uma queda para 48,2 no mês passado, abaixo das estimativas de 48,9. Valores abaixo de 50 demonstram deterioração.

No Velho Continente, destaque para o germânico DAX, que cai 2,95% e lidera as perdas. O francês CAC 40 é o segundo índice que mais desvaloriza, recuando 2,84%. O PSI-20 desvaloriza 1,81%.

Juros da dívida pública em queda

Os juros da dívida pública portuguesa no mercado secundário arrancaram o ano a cair em todas as maturidades. A dez anos, o prazo considerado de referência, as “yields” descem 3,2 pontos base para 2,484%. Os juros da Alemanha estão também a recuar no mercado secundário, estando a dez anos a perder 6,2 pontos base para 0,567%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 189,5 pontos.

Euro sobe

A moeda da Zona Euro está a valorizar em relação ao dólar, aliviando assim da queda ligeira registada no passado dia 31 de Dezembro. Por esta altura, o euro soma 0,79% para 1,0942 dólares. No mês de Dezembro de 2015, a Reserva Federal dos Estados Unidos decidiu subir as taxas de juro de referência, o que suportou o comportamento da divisa norte-americana.

Petróleo em alta

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais depois da Arábia Saudita, um dos maiores produtores desta matéria-prima, ter cortado relações com o Irão. Este corte de relações entre os dois países, ambos produtores de “ouro negro”, tem lugar um dia após a embaixada saudita em Teerão, capital iraniana, ter sido atacada na sequência da tensão gerada pela execução do clérigo xiita Nimr Baqer al-Nimr. O West Texas Intermediate soma 0,76% para 37,32 dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, avança 0,67% para 37,53 dólares por barril.

Ouro arranca 2016 a brilhar

Os preços do ouro começaram o ano de 2016 a negociar em alta. O crescimento da tensão entre a Arábia Saudita e o Irão está fazer com que os investidores procurem activos considerados de refúgio, como o ouro. O metal amarelo soma 0,77% para 1.069,24 dólares por onça.

Destaques do dia

Crédito para a casa baixa de 100 mil milhões de euros. O montante concedido para a compra de habitação tem vindo a crescer, mas a queda das taxas de mercado tem acelerado o ritmo de amortização dos empréstimos. O crédito total voltou a cair, recuando para níveis de 2007.

Os 10 temas que prometem agitar os mercados em 2016. Divergência na política monetária mundial, rotação de mercados e avaliações são alguns dos temas que, segundo o Goldman Sachs, vão agitar os mercados. Para o maior banco de investimento mundial, as acções vão voltar a destacar-se, enquanto os mercados emergentes vão continuar na cauda, arrastados pela descida das matérias-primas.

Bolsa da China com queda que obriga à suspensão das negociações. As negociações da bolsa chinesa foram suspensas depois da queda de 7%, não tendo voltado a negociar. O ano começa no vermelho na Ásia. Foi o pior arranque do ano da bolsa chinesa.

Particulares com perdas no Novo Banco pressionam supervisor. Investidores particulares que têm dívida do Novo Banco que voltou ao BES querem que o Banco de Portugal os deixe de fora das perdas que o supervisor quis limitar a grandes investidores. Carlos Costa está em silêncio relativamente a estes casos.

O que vai acontecer hoje

Zona Euro. Índice de gestores de compras (PMI) da Markit para a indústria, relativo a Dezembro – estimativa final.

Alemanha. Índice de preços nos consumidores, relativo a Dezembro [anterior (homólogo): 0,4%; estimativa: 0,6%].

UE. Índice de gestores de compras (PMI) da ISM para a indústria, relativo a Dezembro [anterior: 48,6 pontos; estimativa: 49,0 pontos]. (Jornal de Negocios)

por Ana Laranjeiro

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