À Esquerda há sinais positivos em relação à aprovação do OE2016

(DR)

O esboço do Orçamento do Estado está apresentado aos portugueses, já foi enviado para Bruxelas e a versão definitiva deverá chegar ao Parlamento no próximo dia 5 de fevereiro, sendo que a Comissão Europeia terá uma palavra a dizer em relação ao que o Governo socialista propôs.

Mário Centeno, ministro das Finanças, mostrou-se satisfeito com o esboço aprovado em Conselho de Ministros e garantiu que estamos perante um “orçamento responsável”, que “melhora a proteção social” e que “assegura o rigor das contas públicas”. A mesma opinião parece ter a Esquerda, tendo em conta os discursos favoráveis dos partidos que apoiam o Governo.

Durante as reações ao esboço apresentado, Bloco de Esquerda, PCP e ‘Os Verdes’ mostraram-se agradados com as conclusões em causa e revelaram que os acordos com a maioria parlamentar estão a ser tidos em conta.

“O Orçamento encaixa perfeitamente no acordo estabelecido” com o partido ecologista, garantiu na passada sexta-feira José Luís Ferreira, deputado do PEV. Apesar de ter salvaguardado que será feita uma análise detalhada ao ‘draft’, o PEV referiu por diversas vezes que existe uma correspondência entre o que foi acordado e o que está no esboço, algo que deverá antecipar um voto favorável.

Também Jerónimo de Sousa, durante uma arruada no Porto, explicou que o PCP tem uma “posição construtiva” em relação a este esboço e que não estará com “pedras no sapato”. “Para nós é importante que se confirme o consenso verificado na posição que tivemos com o PS”, referiu o líder comunista, ressalvando que há um empenho na aprovação de um Orçamento que “corresponda ao sinal que o povo português quis dar nas eleições”.

Em declarações ao Jornal de Notícias, uma fonte da direção do Bloco de Esquerda frisou que o partido “não encontrou nada que justifique um problema político”, justificando a opinião com o facto de estarem “refletidas as medidas do acordo” e de “nada chocar” com os temas fundamentais dos bloquistas – cortes de rendimentos, carga fiscal sobre pensões e trabalho e impostos sobre bens essenciais.

A opinião da bloquista Mariana Mortágua é idêntica, tendo referido ontem durante uma arruada que o “’draft’ é o arranque esperado, que respeita os compromissos que foram feitos”. “Outra coisa não poderia ser esperada deste Governo”, garantiu a deputada. (Noticias ao Minuto)

por Inês André de Figueiredo

 

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