Venezuela: Um polícia e uma bebé mortos em ataque com granada em Caracas

(EURONEWS)

Um polícia da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), a polícia militar venezuelana, e uma bebé de oito meses morreram num ataque com granada a uma esquadra móvel no passado domingo, em Caracas. Ficaram feridos também 8 agentes.

O ataque ocorreu pouco depois das dez da noite, no centro da capital Venezuelana Caracas, mais precisamente na Praça de La Concordia, situada na paróquia de Santa Teresa, no Distrito Capital.

A morte do membro da GNB foi imediatamente anunciada pelo jornal El Universal, de Caracas. A bebé de oito meses veio a falecer horas depois, já no hospital, segundo o diário El Nacional.

A morte da criança foi confirmada por outros meios.

A GNB diz que a granada teria sido lançada a partir de um edifício do programa do governo para a melhoria das condições de vida das populações mais pobres, a Grande Missão Habitação Social Venezuelana, cuja sede fica situada junto da praça.

O mesmo diário venezuelano indicou também que um dos Procuradores Públicos de Caracas, que coordena o Corpo de Investigações Científicas, Penais e Criminalísticas (Polícia judiciária) e do Serviço Bolivariano de Informações (Sebín, serviços secretos).

Mais de 500 agentes mortos em 2015

A imprensa venezuelana diz que pelo menos 600 polícias e militares foram assassinados na Venezuela desde janeiro de 2015, 144 deles na zona da Grande Caracas, que inclui o Distrito Capital, mas também os Estados adjacentes de Vargas e Miranda.

Entre 23 e 26 de dezembro, cinco polícias foram assassinados em Caracas, dois deles quando desconhecidos atacaram um grupo de agentes que se encontrava junto da esquadra policial de San Agustín (centro da cidade).

De acordo com a Polícia do Estado de Miranda, a maioria dos ataques a polícias converteu-se numa forma de os criminosos conseguirem as armas que vão usar para cometer crimes.

A cadeia de rádio Unión Radio diz que pelo menos 439 cadáveres deram entrada na morge de Bello Monte só no mês de dezembro. (EURONEWS)

por António Oliveira e Silva

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