Unita diz que Isabel dos Santos copiou o seu Plano Metropolitano de Luanda

General Kamlata Numa (OPAIS)

A UNITA considera que o Plano Metropolitano de Luanda, que deverá consumir cerca de 15 mil milhões de dólares até 2030, é uma cópia de vários projectos do partido.

Na sessão de apresentação do livro ‘’Prólogo ao Projecto Muangai’’, da autoria do general Kamalata Numa, em Benguela, a deputada Clarice Caputo lembrou que as transformações do presente, com o Plano Director inserido, demonstram os feitos do líder fundador da Unita, Jonas Savimbi.

Caputo revela que o Plano Metropolitano de Luanda, que será executado pela empresa Urbinvest, da empresária Isabel dos Santos, pode ser visto em programas de Governo apresentados pela UNITA.

“São programas que têm raízes no projecto ‘Muangai’, que contém a essência da fundação do partido dirigido por Isaías Samakuva”, revelou a deputada.

Perante este cenário, Clarice Caputo olha para o presente como uma etapa ligada ao passado de Jonas Savimbi, líder fundador do segundo maior partido angolano.

“O Dr. Jonas Savimbi está na base de muitas transformações. Quando ele dizia que os P’s cairiam, muitos gozaram com a Unita, salientando que já não seria pão, mas sim ão. Não nos podemos esquecer da sua capacidade visionária. À UNITA, detentora deste pensamento (Plano Metropolitano de Luanda), falta, infelizmente, tomar as rédeas da governação”, realçou a parlamentar.

Em resposta às más interpretações, surgiu o ‘Prólogo ao Projecto Muangai’, um livro que narra as dimensões económica, política e cultural relativas à fundação do partido do galo negro.

“Achei que o projecto Muangai tem sido mal interpretado pelos nossos adversários políticos, que olham como sinónimo de conflito e de atraso. Agora, os angolanos tomam as suas próprias decisões. Se a UNITA não se apresentar como tal, ela vai deixar de existir”, alertou , alerta o general Kamalata Numa, candidato derrotado na corrida à liderança do partido no congresso realizado no início de Dezembro.

Abílio Camalata Numa não tem dúvidas de que o slogan “potenciar o campo para beneficiar as cidades” faz sentido hoje mais do que nunca.

“Se não for isso, não vamos ter a motivação para diversificar a economia. É o homem, a precisar de meios e de formação, que deve estar em primeiro plano’, reforça Numa.

O próximo livro, que vai abarcar pesquisas ao invés de histórias contadas, terá dois volumes, ambos com detalhes sobre os vários Congressos da UNITA. (VOA)

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