União Europeia recusa ceder perante Reino Unido

Cimeira Europeia em Bruxelas na Bélgica. (REUTERS/Francois Lenoir)

Os chefes de Estado e de Governo da União Europeia estão reunidos no último Conselho Europeu deste ano. O encontro dos líderes europeus foi dominado pela futura relação entre o Reino Unido e a União Europeia. O governo de Londres quer renegociar uma posição mais favorável aos interesses britânicos, na UE.  Os 28 representantes da União Europeia também deram luz verde ao prolongamento por seis meses das sanções económicas contra a Rússia por implicações no conflito no leste da Ucrânia.

O último Conselho Europeu de 2015 reuniu os chefes de Estado e de Governo da União Europeia.

Uma das principais decisões tomadas pelos 28 representantes da União Europeia foi o prolongamento por seis meses das sanções económicas contra a Rússia, isto por continuar implicado no conflito com os ucranianos.

Noutro âmbito, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, afirmou no final do Conselho europeu que espera chegar a acordo com a União Europeia sobre os termos para a permanência do Reino Unido no bloco europeu no próximo mês de Fevereiro, abrindo a porta para a realização do referendo sobre Brexit, uma eventual saída do país da União Europeia no verão de 2016.

O primeiro ministro David Cameron pretende relançar a economia e recuperar soberania. Mas o capítulo mas polémico das negociações é sobre os direitos sociais. O Reino Unido quer reduzir os direitos sociais dos cidadãos da UE que vivam e trabalhem no país, durante os primeiros 4 anos.

Muitos países opõem-se a esta proposta por a considerarem uma proposta discriminatória. O primeiro ministro português António Costa considera que as marcas fundadoras da UE não se podem negociar.

Outro ponto dominou as atenções. Os líderes discutiram a crise migratória. Os 28 querem chegar a um acordo nos próximos 6 meses sobre a criação de uma guarda europeia costeira e de fronteiras para ajudar a gerir o fenómeno.

Por outro lado, um grupo de 11 estados-membros que inclui Portugal, França e Alemanha decidiu reforçar o apoio à Turquia. E estão dispostos a receber refugiados que se encontrem na Turquia para aliviar a pressão migratória sobre aquele país. (RFI)

 

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA